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Bolsa de valores: o que é e como funciona?


Na imagem, tela de um computador com variações da bolsa de valores.

Você provavelmente já deve ter visto algo sobre as bolsas de valores e as tais ações, ou então ouve sobre elas com certa frequência nos jornais, mesmo que não seja um investidor ou alguém do mercado financeiro. Aliás, é comum ver o preço do dólar e também a cotação do IBOVESPA nos jornais de televisão, não é mesmo? Mas o que é esse índice? O que é uma bolsa de valores? Continue lendo que a gente te explica!

O que é uma bolsa de valores?

Uma bolsa de valores é um ambiente de negociações financeiras. Nela, negociam-se ações, títulos de dívida, contratos futuros, commodities, entre outros. Mais abaixo explicarei o que são esses ativos.

Ações

Uma ação, ou papel, é um pedaço de uma empresa. Logo, quem possui uma ação, é sócio de uma empresa, sendo chamado de acionista. As empresas com acionistas são chamadas de sociedades anônimas (S.A.) e elas podem ser de capital aberto ou de capital fechado. As ações de uma S.A. de capital fechado não são comercializadas em uma bolsa da valores. Já as ações de uma S.A. de capital aberto, são.

As ações são comercializadas livremente nas bolsas de valores. Elas podem ser compradas da empresa que as emitiu ou de outros investidores. Ao comprar uma ação de uma empresa, o investidor dá a ela dinheiro, em troca de se tornar dono de um “pedaço” dela. Esse dinheiro pode ser usado para comprar equipamentos, pagar funcionários, fazer pesquisas, entre outras coisas.

Existem dois tipos de ações na bolsa brasileira: as ordinárias e as preferenciais. Quem possui ações ordinárias tem direito a voto nas assembleias da empresa, em oposição às ações preferenciais, com as quais o investidor não tem direito a voto nas assembleias e recebe um dividendo maior, ou adiantado.

Cada ação é identificada por um código formado por quatro letras maiúsculas e um número. As ações ordinárias terminam no número 3 e as preferenciais, no número 4. As ações ordinárias da Petrobras, por exemplo, são chamadas de PETR3. Já as preferenciais, PETR4.

Nem todas as empresas pagam dividendos ou tem ações preferenciais.

E como são definidos os preços das ações? A IPO (“oferta pública inicial”, em inglês) é a venda das primeiras ações de uma empresa. Isso é, quando ela entra na bolsa de valores e passa a ser de capital aberto — é uma oportunidade para as empresas conseguirem dinheiro. Para definir o preço inicial de uma ação, a empresa faz o bookbuilding, uma espécie de consulta pública aos acionistas para saber quantos estão interessados em comprar as ações e quanto eles estão dispostos a pagar por isso.

Após a oferta inicial os preços são definidos por lei da oferta e da demanda. Se houver muitas ações disponíveis e pouca demanda, o preço será baixo. Se houver poucos ações disponíveis e muita demanda, o preço será alto. Se houver um equilíbrio entre a oferta e a demanda, o preço será um meio-termo.

Dividendos

O dividendo é uma espécie de “salário” do acionista. É um valor pago pela empresa periodicamente ao acionista, por cada ação que ele possui. Elas podem ser pagas a cada 3 meses, 6 meses, 1 ano, etc.

O dividendo é uma forma de lucro do acionista, mas ele também pode lucrar vendendo a ação quando ela estiver mais valorizada do que quando ele comprou.

Commodities

De acordo com a corretora XP Investimentos, commodities (do Inglês: mercadorias) são “insumos pouco processados em estado bruto que possuem características semelhantes independente do produtor”, podendo assim ter um preço padrão, em todo o mundo. Esse é o caso do petróleo bruto, da saca de café, do ouro, etc.

As commodities podem ser classificadas assim:

  • Financeiras: títulos de dívida, créditos de carbono e moedas, como o dólar;
  • Agrícolas: soja, café arábica, milho, arroz e açúcar;
  • Minerais: ferro, ouro, petróleo e gás natural.

Esta é uma forma de classificá-las e esses são alguns exemplos de commodities.

Índices

Os índices são medidores do desempenho de uma bolsa de valores. O principal da bolsa brasileira é o IBOVESPA, também abreviado como IBOV, que soma o desempenho das empresas mais importantes que estão na bolsa. Há o IEE (Índice de Energia Elétrica), que mede o desempenho de empresas do setor da energia elétrica; o SMLL (Índice Small Cap), que mede o desempenho das empresas de pequeno porte; o INDX (Índice do Setor Industrial), etc.

Existem ações emitidas pela bolsa  que refletem índices, que são “espelhos” deles. O BOVA11 é o espelho do IBOVESPA. Essa ação pode ser comprada e vendida livremente, mas não rende um dividendo, pois nem todas as empresas da bolsa pagam dividendos. Também é possível investir em índices através de fundos de investimento, mas isso já é algo um pouco mais aprofundado, talvez para outro texto.

O home broker

O home broker é um sistema eletrônico, ou seja, um programa de computador, que reúne as cotações, as ações que o investidor já possui, entre outras coisas. Esse sistema reúne muitas informações importantes e ainda permite que o investidor dê ordens, de compra e venda, por exemplo, diretamente e em tempo real, sem ter que fazer uma ligação telefônica à bolsa de valores, como era antigamente.

Corretoras

As corretoras são empresas que fazem a mediação das negociações na bolsa. Não é possível investir na bolsa de valores sem ter uma corretora. As corretoras também fornecem outros serviços e produtos, como orientações de investimento, o próprio home broker, relatórios, etc.

Títulos da dívida pública

Quando uma empresa ou instituição, que pode ser privada ou não, está precisando de dinheiro ela pode emitir títulos de dívida, com um valor, uma taxa de juros e um prazo definido. Quem compra o título, está emprestando dinheiro a quem o emitiu. Quando esses títulos são emitidos pelo governo, eles são chamados de títulos da dívida pública. Os mais conhecidos e seguros são os do governo federal, emitidos pelo Tesouro Nacional. Investimentos como títulos de dívida pública, a poupança e certificados de depósito bancário rendem um valor fixo: 3% ao ano, por exemplo. Por isso, eles são chamados de renda fixa. Já ações e índices são chamados de renda variável.

Contratos futuros

Um contrato futuro é um acordo de compra e venda a ser realizado no futuro, em uma data estipulada com um preço determinado. Por exemplo, daqui 3 meses você comprará 1 tonelada de ferro, a um preço X, de um determinado vendedor. Isso permite que o comprador e o vendedor da commodity não fiquem sujeitos às variações de preço, pois não se sabe com certeza qual será o preço daquele produto na data estipulada.

O preço pode estar muito baixo para o vendedor ou muito alto para o comprador. Então, para driblar a incerteza, garantir um preço mais seguro e equilibrado, assim como garantir a venda, um contrato futuro pode ser firmado. Note que os contratos futuros também podem ser usados para o comércio de dólar e petróleo.

As bolsas pelo mundo

A maioria dos países tem apenas uma bolsa de valores, enquanto que os Estados Unidos têm duas: a NYSE e a NASDAQ, ambas na cidade de Nova Iorque. Já a República Popular da China tem três: a de Shenzen, a de Shanghai e a de Hong Kong.

Note que existem “duas Chinas”, ou seja, o país está dividido em dois. A República Popular da China é formada pela maior parte do país, pela região continental. Já a República da China é formada pela Ilha de Taiwan, também chamada de Ilha Formosa.

Algumas dezenas de países não possuem nenhuma bolsa de valores, como Mônaco e Vaticano — dois microestados —, Cuba — um país socialista e de economia fechada —, a República Democrática do Congo, a Etiópia, o Iêmen e o Tajiquistão.

Circuit breaker

O circuit breaker (do Inglês “quebrador de circuito”) é uma paralisação da bolsa de valores, uma interrupção das negociações. Caso a bolsa brasileira acumule uma queda de 10% em relação ao dia anterior, ela ficará paralisada por 30 minutos. Em caso de queda de 15%, por 1 hora, mas em caso de 20%, o tempo de parada é indeterminado, cabendo a bolsa definir um prazo de reabertura.

De acordo com a corretora Toro, “isso evita que negócios sejam realizados no desespero e aconteça uma queda descontrolada nos preços dos ativos” e a bolsa “permite que os investidores tenham tempo para se planejar em um momento de estresse do mercado”

A bolsa de valores brasileira

O Brasil também tem uma bolsa de valores, a B3, sigla para “Brasil, Bolsa, Balcão“. Ela também é chamada de Bolsa de Valores de São Paulo, BOVESPA e BM&FBOVESPA. Estes são nomes históricos dela. Nosso país também já teve a Bolsa de Valores do Rio Janeiro, de 1820 a 2002, quando ela foi vendida e fundida com a bolsa de São Paulo.

Leia também: como o IBOVESPA impacta na sua vida?

Uma bolsa de valores funciona durante o horário comercial de seu país. A B3 começa a operar às 09:30 e fecha às 18:00, no horário de Brasília. Enquanto uma bolsa de valores está operando, é possível fazer negociações e os preços dos ativos variam.

Mas de quem é a bolsa de valores? Ela pertence ao governo? Ela é classificado como uma empresa? A B3 é, sim, uma empresa, de capital aberto, uma sociedade anônima (S.A.), ou seja: ela pertence aos seus acionistas. Os acionistas da própria B3 podem ser consultados aqui.

Mas quem regula a B3? A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que também regula outras instituições financeiras, como bancos, corretoras, empresas de  comércio de metais preciosos. Ela também é regulada pela Ancord (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias) e pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

E esse é o funcionamento básico das bolsas de valores, um assunto essencial para a economia e que de algum modo afeta a todos nós e reflete a situação da economia de um país. Esperamos ter deixado a Bolsa de Valores um pouco mais clara para você. O que achou do texto? Deixe sua opinião ou dúvida nos comentários.

Publicado em 26 de junho de 2020.

assinatura redatores

 

Fábio Pavan

É estudante do ensino médio e aspirante a Técnico em Saneamento, interessado, entre outros assuntos, pela Política e pela Economia.

 

REFERÊNCIAS

B3 – Quem somos?

BTG Pactual – Tudo sobre ações: o que são, como funcionam, comprar e investir

Canaltech – O que é e como funciona uma IPO

Suno Research – Bookbulding: definindo o preço de novos ativos no mercado

XP Investimentos – Commodities: o que são e como funcionam

CVM – Índices Representativos do Mercado de Ações

Toro – Circuit Breaker na Bovespa – entenda o que é e o seu histórico

 

 

Nova crise do petróleo e Bolsa de Valores: qual a relação?

Na imagem, plataforma de petróleo da Petrobras. Conteúdo sobre nova crise de petróleo e bolsa de valores

Foto: Tania Regô/Agência Brasil/Fotos Públicas.

Você provavelmente já ouviu falar sobre algumas crises do petróleo ao longo da história, certo? Além disso, você já deve ter percebido que aquilo que ocorre no mercado de petróleo afeta diversos setores da economia, desde o mercado de ações até o preço da gasolina na sua cidade!

Hoje, explicaremos aqui no Politize! sobre a recente queda do preço do barril do petróleo, ocorrida em Março de 2020 e ocasionada por atritos entre Arábia Saudita e Rússia. Além disso, explicaremos o papel dos dois países no mercado petrolífero e como o conflito entre eles afetou a bolsa de valores.

Começando pelo contexto: O que aconteceu?

No dia 9 de março de 2020, o preço do barril de petróleo despencou devido ao não acordo entre a Rússia e a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Os envolvidos não concordaram porque um dos membros da OPEP, a Arábia Saudita, sugeriu a redução da produção de petróleo, uma vez que a pandemia do coronavírus, faria com que a demanda por petróleo diminuísse. A ideia seria acompanhar a redução da demanda diminuindo a oferta para que não houvesse muito impacto nos preços.

A Rússia, porém, rejeitou o acordo e, diante dessa resposta, a Arábia Saudita reagiu aumentando a produção e ofertando barris com descontos. Esse acontecimento fez com que preço do barril de petróleo tivesse a maior queda desde 1990, quando ocorreu a Guerra do Golfo.

A partir dessa introdução, vamos explorar quem são e a importância dos países envolvidos!

O petróleo na economia Russa

Um fator chave que está por trás da queda de braço entre Arábia Saudita e Rússia é um jogo geopolítico, isto é, a possibilidade da Rússia “abocanhar” fatias maiores do mercado de petróleo, dado o contexto de queda da demanda devido ao novo coronavírus.

Atualmente, o setor petrolífero na economia russa produz cerca de 10 milhões de barris por dia. Além disso, o país é aliado, desde 2016, da Arábia Saudita e da OPEP, a fim de ajudar a fortalecer o mercado de petróleo.

Mas… quando teve início essa crescente atuação da Rússia nos mercados globais?

Para entendermos sobre a Rússia e o setor petrolífero, utilizaremos como fonte a tese de Mestrado de Kristina Sentyurina de 2019, cujo título é: “Política Estatal Petrolífera da Rússia e do Brasil no século XXI: Os casos da Rosneft e da Petrobrás.

Segundo a tese, o crescimento econômico russo sempre foi dependente das exportações de gás natural e de petróleo e, consequentemente, vulnerável às alterações dos preços no mercado mundial.

Retomando a história da Rússia, após a queda da União Soviética em 1991, todos os indicadores da Federação Russa encontravam-se em um nível extremamente baixo: a economia apresentava perdas de muitas fontes de rendimento devido ao desmembramento da União; a política estava fortemente enfraquecida e a sociedade vivenciou uma qualidade de vida reduzida, condições precárias de saúde e uma crise demográfica.

Em outubro de 1991, o então Presidente Boris Yeltsin avançou com programas de privatizações e liberalização econômica na tentativa de transformar a economia socialista em uma economia de mercado. Nesse cenário, a produção de petróleo passou a ser administrada por companhias privadas.

Tais companhias petrolíferas, favorecidas pelo aumento dos preços e pela procura de petróleo a nível global, foram essenciais para o crescimento da economia. Atualmente, a Rússia é um ator ativo das relações internacionais e possui vasto território rico em matéria prima, principalmente o petróleo.

Sugestão: Confira nosso post completo sobre a história da União Soviética!

OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo foi fundada em setembro de 1960 como resposta às reduções aleatórias e unilaterais dos preços de petróleo cru. A OPEP foi estabelecida como uma organização intergovernamental permanente com status internacional, visando “coordenar e unificar as políticas de petróleo de seus países membros e garantir a estabilização dos mercados de petróleo”

Inicialmente, os membros da OPEP eram 12 países: Arábia Saudita, Argélia, Emirados Árabes Unidos, Equador, Indonésia, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, Qatar e Venezuela. Atualmente, Indonésia, Equador e Qatar não estão mais presentes e a Organização conta com a adesão de Angola, Guiné Equatorial, Gabão e República do Congo. Em setembro de 2018, os então países membros representavam 44% da produção global de petróleo e 81,5% das reservas de petróleo “comprovadas” do mundo, dando à OPEP uma grande influência nos preços globais de petróleo.

A Arábia Saudita, por sua vez, além de ser um dos países criadores, é detentor da segunda maior reserva de petróleo cru mundial (267,03 bilhões de barris, em 2018 – 22,4% das reservas da OPEP, segundo dados do grupo publicados em 2019).

Sugestão: Veja nosso post completo sobre a Arábia Saudita!

Como o conflito entre os países impacta na bolsa de valores?

Na imagem, tela de computador controlando ações da Bolsa de valores. Conteúdo sobre nova crise do petróleo e bolsa de valores

Já explicamos aqui no Politize! como o Ibovespa impacta na sua vida. Retomando alguns pontos importantes, vimos que a bolsa de valores e o Ibovespa, funcionam como um termômetro do mercado de ações, além de refletir as expectativas sobre a economia.

De uma maneira geral, a mobilização no mercado diante de crises ocorre da seguinte forma: os investidores da bolsa de valores procuram vender mais ações do que comprar, uma vez que há preocupação de que a empresa investida perca valor naquele momento. Investidores estrangeiros, por sua vez, intensificam sua saída da bolsa de valores e procuram ir para investimentos mais seguros (como o dólar, por exemplo).

Considerando a crise da qual estamos falando – conflito entre países produtores de petróleo diante da contenção da demanda mundial – a redução constante dos preços dos barris prejudica o lucro das grande companhias. Com o lucro prejudicado, haverá um afastamento dos investidores, levando à uma venda generalizada e saída de investidores estrangeiros. Esse movimento é o que ocorre quando ouvimos falar que “a bolsa de valores caiu”.

Ao longo da história, ocorreram três grandes crises envolvendo o setor petrolífero:

  • Crise de 1973: após a fundação da OPEP, ocorrida em 1960, os países membros, insatisfeitos com o domínio estrangeiro do petróleo, anunciaram um embargo, limitando a produção e exportação à países europeus e aos Estados Unidos. Devido à escassez de petróleo, o preço quadruplicou de US$ 3 para US$ 12.
  • Crise de 1979: essa segunda grande crise ocorreu diante do contexto da Revolução Islâmica no Irã. Nesse período, as exportações diminuíram drasticamente, fazendo com que o barril dobrasse de valor no intervalo de um ano.
  • Guerra do Golfo: esse episódio, ocorrido em 1990, foi resultado da invasão e anexo do território Kuwait pelo Iraque. Posteriormente, os Estados Unidos responderam militarmente contra alvos civis e militares iraquianos e, com isso, iraquianos incendiaram mais de 600 campos de produção de petróleo do país do golfo. O preço do barril de petróleo subiu de US$ 21 para US$ 41,90, contribuindo para a recessão americana no início de 1990.

E o impacto no mercado brasileiro?

No caso do Brasil, a variabilidade do preço mundial do petróleo reflete diretamente nas ações da Petrobrás, a qual representa aproximadamente 10% do Ibovespa.

Nesse conteúdo, vimos que o recente conflito entre a Arábia Saudita e a Rússia levou à redução nos preços de barris de petróleo. Essa redução fez com que os preços das ações da Petrobrás despencassem, ou seja, a insegurança dos investidores estimularam um excesso de oferta frente a um desinteresse pela compra de ações. Outra questão importante é que, como a Petrobrás possui grande relevância no índice, sua queda tende a puxar o mercado para baixo.

Ainda, juntamente com essa incerteza no mercado, estamos vivendo um contexto de redução mundial da demanda devido ao coronavírus, resultando em excesso de oferta de barris de petróleo.

Finalmente, é importante sabermos que essas oscilações na bolsa de valores refletem, mesmo que indiretamente, na nossa vida: os preços dos combustíveis podem apresentar queda, preços finais de itens podem diminuir (uma vez que o custo com deslocamento será menor) e o dólar pode aumentar devido à redução do Ibovespa.

E aí, entendeu a relação entre petróleo e bolsa de valores? Conta pra gente nos comentários!

Publicado em 18 de junho de 2020.

redatora voluntária

Ana Paula Santos

Formada em Economia pela Universidade de São Paulo. Pretende ser pesquisadora e está sempre buscando adquirir conhecimento de diversas áreas. Entusiasta de questões socioambientais e feminismo.

 

 

REFERÊNCIAS

Por que o crash do petróleo pode mudar o mercado de energia

O que está por trás da queda de braço entre Arábia Saudita e Rússia

Qual o histórico das crises mundiais de petróleo

Afinal, por que a bolsa cai tanto? E para onde vai o dinheiro que a derruba?

Política Estatal Petrolífera da Rússia e do Brasil no século XXI: Os casos da Rosneft e da Petrobrás

Wikipedia: Organização dos Países Exportadores de Petróleo

A origem da OPEP

Análise cronológica da indústria petrolífera

Como fica a Petrobrás (e a gasolina) com a crise do petróleo

Como a queda do petróleo impacta sua vida e seu bolso