O IEDI é uma instituição privada, que reúne empresários de vários setores da indústria nacional, criada para promover estudos sobre a economia e a indústria brasileira. Sua missão é contribuir, através destes estudos, com o crescimento econômico do país.

O que é o IEDI e como ele surgiu?

A década de 1980 foi palco da pior crise econômica já enfrentada pelo Brasil. Por conta de problemas como instabilidade macroeconômica, baixas taxas de crescimento, desemprego recorde, inflação desenfreada e dívida externa, o período ficou conhecido como “Década Perdida”.

O Estado esforçava-se pela reconstrução da economia, mas as circunstâncias eram severas, os problemas já tornavam-se crônicos e as ações estatais limitavam-se a planos emergenciais de curto prazo. Um após o outro, os planos fracassavam. De 1986 a 1990 foram lançados cinco deles: Plano Cruzado I e II, Plano Verão, Plano Bresser e Brasil Novo (ou Plano Collor). O objetivo desses planos era tentar controlar a inflação pelo congelamento de preços, salários e criações de novas moedas. Os resultados melhoravam em um primeiro momento, mas a crise persistia. 

Saiba mais sobre os Planos aqui!

Insatisfeitos com este cenário, um grupo de empresários, representantes de diversos setores da indústria nacional, idealizou uma entidade de estudos que fosse  capaz de contribuir com a estabilização e o avanço econômico do país. A ideia era funcionar como um “auxílio privado” para o desenvolvimento nacional, produzindo estudos e análises e apresentando propostas voltadas ao desenvolvimento econômico a longo prazo.

Assim, em 23 de maio de 1989 nasceu o IEDI – Instituto De Estudos Para o Desenvolvimento Industrial.

A extensa lista de fundadores conta com 30 nomes de grandes empresas de diversos setores da indústria nacional: tecnológico, petroleiro, farmacêutico, alimentício, construção civil, entre outros. A lista pode ser acessada neste documento, um resumo preparado pelo IEDI sobre os seus feitos nos primeiros 10 anos de existência.

Hoje, o IEDI conta com 50 conselheiros, isto é, empresários membros do instituto.

Atividades do IEDI

O primeiro ato do instituto, publicado na sua fundação, em 1989, foi estabelecer uma “visão” para o Brasil em 2010. O documento, chamado “Visão dos Fundadores do IEDI: O Brasil em 2010”, descreve em 19 pontos o cenário ideal para o país no início da década, ou seja, como os fundadores gostariam que o Brasil estivesse em 2010. “[O Brasil] está inserido no mundo desenvolvido, entre as 5 maiores economias do mundo”, “a fome e a miséria foram erradicadas como consequência da boa distribuição de renda; “a indústria é competitiva interna e internacionalmente, fabricando produtos de qualidade e a estrutura industrial apresenta elevada produtividade” são algumas das ambições“.

O IEDI promove debates e palestras, mas seu foco é a realização de estudos e análises sobre o cenário econômico e industrial no Brasil. Esses estudos buscam, além da mera informação, auxiliar o Estado e empresários a adotarem as melhores políticas conforme o contexto enfrentado. Embora seja uma instituição privada, o instituto pode contribuir com os governantes enviando recomendações sobre políticas viáveis em situações de crise.

Desde 2002 o instituto publica Cartas sobre temas relevantes para a economia e o desenvolvimento industrial, onde examina e prevê os avanços de conjunturas recentes. A Carta mais recente é a nº 1063, “Sinalizações para 2021”, uma apuração de diversos indicadores econômicos percebidos em 2020 e suas relações com outras circunstâncias relevantes, como a pandemia de COVID-19.

No entremeio, o IEDI publica estudos sobre temas pontuais, também relacionados à indústria e economia. No site da instituição é possível acessar estes estudos, divididos entre os temas “Indústria e Política Industrial” e “Comércio Exterior, Inovação e Sustentabilidade”.

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REFERÊNCIAS

IEDI: 10 anos. Site do IEDI.

IEDI: 12 anos. Site do IEDI. 

Quem somos. Site do IEDI.

J. Vargas. Década de 1980: as crises da economia e do Estado brasileiro, suas ambiguidades institucionais e os movimentos de desconfiguração do mundo do trabalho no país.


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