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Destaque conteúdo o papel dos juros na economia

Você sabe qual o papel dos juros na economia?

Na imagem, moedas empilhadas. Conteúdo sobre juros

É comum nos depararmos com situações envolvendo taxa de juros, seja em nossas finanças pessoais ou mesmo em notícias da economia global. Porém, dependendo do contexto, as vezes esse termo pode ficar um pouco incerto na nossa cabeça.

Nesse conteúdo, vamos te explicar desde o conceito até como se dá a influência da taxa de juros nas diversas esferas da economia!

Definição da taxa de juros

O conceito de taxa de juros pode ser entendido como o valor do dinheiro no tempo, isto é, o preço que os tomadores de empréstimo pagam aos emprestadores para usarem um dinheiro que não é seu durante um determinado período. Na prática, é uma compensação pelo tempo que o dinheiro ficou emprestado.

Outro fator importante é que existem diferentes tipos de taxas de juros. São elas:

Juros simples

São juros negociados com antecedência e não mudam com o passar do tempo. Eles se refletem apenas no valor inicial do empréstimo

Juros compostos

Também conhecido como “juros sobre juros”, esse tipo de taxa de juros continua agindo durante toda a duração do empréstimo, débito ou investimento. Dessa forma, a soma é feita sobre o valor inicial e também sobre os juros dos meses anteriores

Juros de mora

É a taxa que reincide sobre o valor do acordo com o período de atraso, ou seja, quem não paga o combinado dentro do prazo deve arcar com essa indenização

Juros nominais

Os juros nominais envolvem a correção monetária sobre o valor, ou seja, o cálculo considera a inflação do período.

Juros reais

Contrários aos nominais, os juros reais não incluem a inflação no cálculo. Consequentemente, se a inflação do período for igual a zero, os juros reais serão iguais aos juros nominais.

Juros rotativos

É uma cobrança por atraso no pagamento de uma fatura ou um financiamento.

Juros sobre o capital próprio

É o juros calculado com base no lucro obtido por uma empresa. Geralmente, empresas distribuem pelo menos parte desse valor aos seus acionistas.

Além dos diferentes tipos de juros, já explicamos aqui no Politize! sobre a Taxa de Juros Selic e como ela afeta nossa vida. Retomando algumas informações, vimos que é um índice que orienta os bancos e outras instituições financeiras em relação à cobrança de juros. Pode ser chamada de taxa básica de juros, por ser a taxa de referência para o restante do mercado. Essa taxa pode favorecer ou dificultar a tomada de crédito, ou seja, se a Taxa Selic diminui, os juros ficam mais baixos e você consegue captar crédito ou, por exemplo, fazer um financiamento.

Uma vez que a taxa básica de juros norteia as decisões do restante do mercado, ela também influencia na oferta e demanda da economia. Para compreendermos essa relação, vamos examinar cada aspecto dessa lei do mercado.

Lei da oferta e demanda

Na imagem, uma pessoa entregando uma maça para outro em feira. Conteúdo sobre juros

É através da lei da oferta e da demanda que o mercado visa alcançar um equilíbrio, isto é, o preço de um produto e/ou serviço varia de tal maneira que a quantidade procurada (demanda) seja igual à quantidade oferecida (oferta).

A lei da oferta representa, portanto, a quantidade de bens e/ou serviços que o mercado pode oferecer a um determinado preço. Tal oferta pode variar de acordo com diferentes fatores, tais como: capacidade de produção, custo de produção (mão-de-obra e materiais), concorrência, disponibilidade de recursos, clima, entre outros.

A lei da demanda ou da procura refere-se à quantidade de bens e/ou serviços que são desejados. De acordo com essa lei e considerando que todos os outros fatores permaneçam iguais, quanto maior o preço de um bem, menos pessoas desejarão esse bem.

A fim de compreendermos a relação desses fatores com a taxa básica de juros, precisamos olhar para a Macroeconomia, ou seja, olhar para um cenário mais amplo, considerando a demanda total de bens e serviços e a produção de todas as empresas.

Assim, a produção de todas as empresas, ou a oferta agregada, depende, principalmente, dos seguintes fatores: capital das empresas, desenvolvimento tecnológico e força de trabalho.

Já no lado da demanda total, ou demanda agregada, podemos separá-la em grupos para entender melhor como se dá a influência da taxa de juros, são ele: consumo das famílias, investimentos, gastos do governo e exportações líquidas. Vamos passar por cada um detalhadamente!

Sugestão: Confira aqui nosso post sobre PIB!

Consumo das famílias

A decisão de consumo é afetada pela renda disponível e também pela taxa de juros, na medida em que é considerado não só o consumo presente, mas também o consumo futuro. Desse ponto de vista, entendemos que a poupança do momento presente é a fonte para consumirmos futuramente. Na prática, isso significa que quando tomamos a decisão de guardar o dinheiro hoje, estamos mais confiantes na situação econômica e esperamos consumir mais no futuro.

Mas… o que nos leva a consumir no futuro e não no presente? A resposta é a remuneração da poupança, a qual está associada com a taxa de juros! Então, a partir do momento que decidimos poupar ao invés de consumir, estamos considerando que no futuro poderemos consumir mais, uma vez que nosso dinheiro estará valorizado pela taxa de juros.

Em síntese, quanto maior a renda disponível, mais as famílias consomem; quanto maior a taxa de juros, menor o consumo hoje, a fim de poupar mais e consumir no futuro. Vejamos um exemplo:

Maria possui hoje R$1000 disponível e pretende fazer um intercâmbio no futuro. Assim, ela se depara com a seguinte decisão: usar esse dinheiro para seu consumo hoje ou guardá-lo para ajudar nos gastos futuros. Como Maria estudou e viu que a economia estava estável e com uma taxa Selic de 8,5% ao ano, calculou que seu dinheiro daqui um ano seria R$1085. Como essa diferença pode ajudá-la no futuro, Maria optou por guardar o dinheiro ao invés de gastá-lo agora! 

Investimento

As decisões de investimento por parte das empresas também são afetadas pela taxa básica de juros, uma vez que a taxa Selic é a taxa de referência aos empréstimos que serão feitos pelas empresa para comprar máquinas, equipamentos e etc.

Uma queda na taxa básica de juros, por exemplo, torna mais barata a captação de recursos para as empresas; o aumento na taxa básica torna, portanto, a captação de recursos mais cara. Exemplo:

João pretende abrir seu próprio restaurante e, para começar, precisa comprar as principais máquinas, tais como: forno, fogão e freezer. Após estudar o cenário econômico, João viu que a economia está muito incerta, com o Banco Central alterando a taxa Selic constantemente. Dessa forma, João não estava conseguindo captar financiamentos acessíveis e optou por adiar seu plano de empreender.

Gastos do Governo

Outro elemento presente nesse grupo é a esfera pública. O resultado dos gastos públicos é dado pela diferença entre a receita (arrecadação de tributos) e despesas (manutenção da máquina pública, matéria-prima, funcionamento do governo em seus diversos níveis, etc).

Porém, embora a fonte de receita do governo seja principalmente a arrecadação de impostos, o setor público também pode antecipar receitas futuras nos mercados financeiros emitindo títulos públicos. Na prática, funciona assim: se o governo precisa arrecadar dinheiro para financiar seu déficit orçamentário ele vai ofertar títulos para que o público invista. Ao investir nos títulos do governo, as pessoas estão repassando seus recursos para o governo e este, por sua vez, remunera as pessoas com base na taxa de juros vigente.

Em resumo, a emissão de dívidas através dos títulos públicos nada mais é do que a captação de recursos para as necessidades de financiamento do governo. O estoque de dívidas emitidas requer que o governo remunere os ofertantes de recursos – os investidores em títulos – remuneração esta que é determinado pela taxa Selic.

Sugestão: Veja nosso post sobre O que é Tesouro Direto e como investir

Exportações líquidas

As exportações líquidas de um país são as (exportações – importações). Além de considerarmos as exportações e importações de produtos, os quais dependem da renda de outros países, consideramos também outro fator extremamente importante: os ativos financeiros.

Os ativos financeiros domésticos dependem da taxa de juros na medida em que estes ficam mais atrativos quando a taxa aumenta, ou seja, há mais pessoas investindo no país e, portanto, está entrando maior quantidade de moeda estrangeira. Por exemplo: se investidores estrangeiros percebem que a taxa de juros brasileira está aumentando, eles terão mais incentivo para investirem nas empresas daqui. Dessa forma, eles aplicarão seus recursos – moedas estrangeiras – no país, uma vez que esses investidores serão melhor remunerados.

Através desses componentes, fica mais fácil compreender como a taxa básica de juros reflete na economia de um país de diferentes formas.

Outro ponto importante a ser mencionado são as Políticas Econômicas, as quais já foram abordadas aqui no Politize! Relembraremos sobre a Política Monetária rapidamente para entender o papel da taxa de juros.

Gestão da Política Monetária

O mercado monetário é constituído pela oferta de moeda, títulos públicos e reservas bancárias. Como já falamos anteriormente sobre os títulos públicos, o principal ponto aqui é a oferta de moeda.

Em síntese, é através da oferta de moeda, controlada pelo Banco Central, que a taxa de juros da economia é alterada. Na teoria, menor oferta de moeda circulando significa que esse ativo está ficando mais escasso, consequentemente a demanda por empréstimos sobe e então, as instituições financeiras aumentam os juros por estarem oferecendo um produto que está sendo mais procurado pelo mercado (o empréstimo). O inverso é verdadeiro, ou seja, maior oferta de moeda provoca a diminuição dos juros.

Você pode conferir nosso conteúdo para entender com mais detalhes sobre Política fiscal, monetária e cambial.

E a inflação?

Muitas vezes ouvimos notícias de que o Banco Central aumentou a taxa de juros para combater a inflação. Mas você sabe como acontece esse movimento?

Até aqui, já compreendemos como cada componente relaciona-se com a taxa de juros, agora ficará mais fácil compreender todo o ciclo, até chegar no nível geral de preços!

Segundo a teoria econômica, o aumento da taxa de juros torna o crédito mais caro, diminuindo a tomada de empréstimos. Como o crédito diminui, há menos dinheiro para consumir ou investir, fazendo com que a demanda diminua. Então, a redução da demanda por bens e serviços diminui e, consequentemente, os preços param de subir. Vamos ao exemplo:

Suponhamos que que o Banco Central tenha aumentado significativamente a taxa de juros da economia. Já aprendemos que ficará mais difícil para as empresas investirem ao mesmo tempo que os empréstimos não serão tão acessíveis para as pessoas. A ausência de crédito nas mãos do público reduzirá o consumo e, portanto, a demanda dos produtos ou serviços. Por fim, essa redução da demanda reflete diretamente nos preços, fazendo com que os mesmos diminuam!

Outra via possível é através do mercado monetário e de câmbio, isto é, o aumento do juros torna os ativos domésticos (ações, títulos privados, títulos públicos, entre outros) mais atraentes, fazendo com que os investidores troquem o dinheiro por títulos. Fazendo essa troca, a moeda em circulação diminui e, mais uma vez, leva à diminuição do consumo. Novamente, a redução da demanda faz o nível de preços diminuir.

Essa lógica é a “fórmula” através da qual a política monetária brasileira e dos principais países do mundo atuam quando é necessário intervir na atividade econômica.

Agora que você chegou até aqui, confira esse infográfico preparado pelo Politize! com esses ciclos econômicos resumidos!

E aí? Conseguiu entender sobre os impactos da taxa de juros? Não deixe de compartilhar sua opinião com a gente nos comentários!

Publicado em 15 de junho de 2020.

redatora voluntária

Ana Paula Santos

Formada em Economia pela Universidade de São Paulo. Pretende ser pesquisadora e está sempre buscando adquirir conhecimento de diversas áreas. Entusiasta de questões socioambientais e feminismo.

 

 

REFERÊNCIAS

Curso de Introdução à Análise Macroeconômica – Coursera 

Taxa de juros: como funciona

Lei da oferta e da procura

Quais os efeitos da queda da taxa de juros nos investimentos

Juros e inflação: causas e consequências em debate entre economistas

O que faz um economista?

Moedas de 1 real caindo. Conteúdo sobre 'o que faz um economista'

Foto: Pexels.

Você sabe o que faz um Economista? Neste texto, iremos explicar ao leitor sobre a profissão do Economista, suas funções, áreas de atuações, curso de formação e as figuras que marcaram época exercendo essa profissão.

Pronto para vir com a gente? Antes de mais nada, que tal descobrir a origem deste campo de estudo.

Origem da Economia

Precisar a origem da Economia não é tarefa fácil. Muitos nomes, filosofias e pesquisas podem ter se perdido ao longo da história. Mas podemos lembrar de alguns dos nomes importantes que o tempo preservou.

A palavra “economia” tem sua origem no latim OECONOM, que por sua vez é derivada do grego OIKONOMIA, ambos tinham o significado de “administração de um lar.” Logo, o economista era entendido como “aquele que administra”.

“Economia é o estudo da humanidade no afazeres cotidianos.” Assim escreveu Alfred Marshall, o grande economista do século XIX, em seu livro “Princípios de economia”. Embora tenhamos visto novos conceitos acerca da economia desde a época de Alfred, a definição do autor é tão verdadeira hoje quanto o foi em 1890, quando a primeira edição do livro foi publicada.

Sendo assim, podemos entender a economia como uma ciência social fundamentada em métodos matemáticos, cuja finalidade é buscar estudar e entender as relações entre os agentes econômicos (Empresas, indivíduos e Famílias). Tendo isso em vista, podemos observar alguns autores marcantes.

Adam Smith (1723-1790)

Em 1796, o Economista e Filósofo Adam Smith publicou seu livro intitulado de “Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações.” Neste (foram 5 livros da coleção), Smith buscou explicar assuntos como divisão do trabalho, relações comerciais entre pessoas e países, divisão de renda e acumulação de capital, termos que passaram a ser cada vez mais fundamentais nesse campo de estudo.

Antes disso, em 1759, em seu livro chamado de “Teorias dos Sentimentos Morais”, Adam falou sobre a “Mão Invisível”, cuja atribuição, segundo o autor, os ricos não conseguem consumir toda a riqueza que possuem.

Ao usá-la para seus próprios interesses – comprando bens e terras, empregando pessoas etc. –, parte considerável dessa riqueza é naturalmente distribuída pela tal mão invisível ao restante da população, e assim um certo equilíbrio da economia é atingido.

Sendo assim, podemos dizer que foi a partir dos livros de Adam Smith que a economia pôde ser considerada como campo de estudo. Ou seja, uma ciência.

David Ricardo (1772-1823)

O Inglês David Ricardo foi um dos mais influentes economistas clássicos ao lado de nomes como Adam Smith e Thomas Malthus.  Em sua época, Ricardo se mostrou bastante preocupado com o fato da substituição da mão de obra humana por trabalhos desenvolvidos por máquinas, algo que foi concretizado pela revolução industrial. Também trouxe grande contribuição nas teorias de lucros, aluguéis e salários.

Outro conceito criado por David Ricardo foi a Vantagem Comparativa (Explica diferenças de produção e comércio entre dois países ou nações diferentes, baseando-se em um mesmo produto. A ideia é analisar qual dos envolvidos possui um menor custo de oportunidade de um mesmo bem), teoria que foi publicada em seu livro “Princípio da Política e da Tributação” (1817). Contrapôs a teoria da “vantagem absoluta”, desenvolvida por Adam Smith.

Suas obras com maiores destaques são:

  • O alto preço do ouro (1810)
  • Princípio da Política Econômica e da Tributação (1817)

Karl Marx (1818-1883)

O Alemão Karl Marx é considerado por muitos como um dos maiores pensadores da humanidade. O filósofo e também economista foi o grande idealizador do comunismo (ideologia política e socioeconômica baseada na igualdade na distribuição de renda e bens, além de defender o fim das classes sociais).

De acordo com o economista, o comunismo deveria ser implementado em um momento específico da história da sociedade. Devido sua visão de mundo materialista histórica, seria necessário que cada país passasse por uma revolução burguesa, adotasse o modelo de produção capitalista, em sequência, estaria pronta para a adesão do socialismo e, finalmente, para o comunismo.

Karl criticava o sistema capitalista, alegando que o sistema era fadado em crises cíclicas e irremediáveis, como ele explica em seu livro O Capital (1867).

As principais obras de Karl Marx são:

  • Manifesto Comunista (1848)
  • O Capital (1867)

John Keynes (1883-1946)

Keynes também teve grande contribuição para a economia moderna. Mesmo após quase um século, suas obras continuam sendo usadas como base de estuda em grandes universidades mundiais.

John foi responsável por fazer uma espécie de “revisão” da teoria liberal, teoria que segundo o próprio autor, apresentava falhas e que por si só não era capaz de garantir o pleno emprego. Partindo desse princípio, ele construiu o Keynesianismo, cuja ideia defendida era a de que o Estado deveria intervir na economia sempre que fosse necessário, afim de evitar a retração econômica e garantir o pleno emprego.

Ou seja, segundo Keynes, o estado deveria atuar onde as empresas privadas não podiam ou não queriam investir, afim de garantir o mínimo de renda aos mais pobres e sustentar a estabilidade empregatícia do país.

Sua obra mais famosa foi:

  • A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda (1936)

Milton Friedman (1912- 2006)

Friedman foi um dos nomes mais influentes da economia no século XX. Ficou conhecido por ser um dos grandes nomes da chamada “Escola de Chicago”, a qual ficou famosa por se opor aos Keynesianos, nome dado aos discípulos do notório economista britânico John Keynes, e por defender uma menor intervenção estatal na economia.

Friedman realizou importantes estudos na micro e macroeconomia e levou o prêmio Nobel de Economia em 1976. Ele criou a Teoria da Função do Consumo, onde ele trouxe uma visão inovadora sobre a relação renda e consumo.

Seus livros Famosos são:

  • Capitalismo e Liberdade (1962)
  • Uma História Monetária dos Estados Unidos (1963)

Agora que já temos uma noção histórica desse tema, podemos partir para a grande pergunta do texto.

O que o Economista faz?

De acordo com a Lei nº 1.411/5 (criada em 13 de agosto de  1951), os economistas podem exercer as seguintes funções:

Assessoria, consultoria e pesquisa econômico-financeira

Essa área tem o objetivo de melhorar os resultados de empresas, agregar valor do patrimônio com atividades operacionais, como planejamento, análise e controle.

Estudos de mercado e de viabilidade econômico-financeira

Esse campo de atuação tem como objetivo estimar o total de investimento necessário para colocar o projeto em prática. Para isso, ele considera diversos fatores, como capital inicial, despesas, receitas, rendimentos e desembolsos de investidores.

Análise e elaboração de cenários econômicos, planejamento estratégico nas áreas social, econômica e financeira

A ideia dessa metodologia é usar um conjunto de ferramentas para conseguir imaginar com segurança possíveis cenários futuros. A partir disso, a empresa pode elaborar estratégias para cada uma das situações.

Estudo e análise de mercado financeiro e de capitais e derivativos;

Analisar o mercado financeiro mobiliário (ações, títulos e câmbio) e apresentar informações que servirão como base para a tomada de decisões dos gestores.

Estudo de viabilidade e de mercado relacionado à economia da tecnologia, do conhecimento e da informação, da cultura e do turismo;

Analisar as variações do mercado nestes campos específicos, demanda e oferta, melhores investimentos a serem feitos, relações entre as empresas e etc..

Porque a Economia pertence a ciências humanas, e não exatas?

Como vimos anteriormente, a economia é a ciência que visa identificar e estabelecer a utilidade dos bens em relação ao ser humano e não uma ferramenta apenas de cálculo e precificação de bens e cálculos de índices (Como muitos pensam).

Para se tentar entender de forma mais clara a classificação de Economia como uma Ciência Humana ou Social, temos de definir o conceito de Utilidade, que pode ser assim definido:

“É um conceito econômico que representa a capacidade de uma bem ou serviço saciar um necessidade humana”

Levando em consideração a esta definição, observa-se que, por ser baseada nas necessidades humanas, ela se constitui numa ciência humana e não exata.

E quais os órgãos representativos da Economia no Brasil:

COFECON (Conselho Federal de Economia)

Órgão responsável pela fiscalização profissional dos economistas brasileiros. Foi criada pela Lei nº 1.411/51, que regulamenta a profissão de Economista, e tem como atribuição assegurar o exercício legal e ético da profissão de economista e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do País.

OEB (Ordem dos Economistas do Brasil)

A Ordem dos Economistas do Brasil é uma entidade civil de utilidade pública que tem por objetivos: Zelar pelo prestígio da classe e pela ética profissional; promover a união de classe, estreitando a convivência social de seus membros; incentivar o estudo, promoção e aperfeiçoamento da cultura das Ciências Econômicas.

Formação Profissional

Para torna-se um economista, é necessário concluir o curso superior em Ciências Econômicas, cuja duração varia de 4 a 5 anos.

Melhores Cursos de Economia do Brasil (RUF – 2019)

1ª – Universidade de São Paulo (USP)

2ª – Universidade de Campinas (Unicamp)

3ª – Faculdade Getúlio Vargas (FGV-SP)

4ª – Universidade Federal de Minas Gerias (UFMG)

5ª – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Conclusão

O economista tem grande participação nas vidas das pessoas, direta ou indiretamente. Através de previsões e aplicações de conceitos econômicos, os economistas podem ajudar a transformar mudar um cenário de crise no campo econômico.

E então, conseguiu entender o que faz um economista? O que você pensa sobre essa profissão?

Publicado em 30 de março de 2020.

Redator voluntário

Jhonattan Henrique


Sempre orgulhoso por ser Brasileiro.  Cursando ensino superior em Ciências Contábeis na Universidade Nove de Julho. Estuda economia e história de forma independente. 

 

 

REFERÊNCIAS

Governo Federal

COFECON

Folha: ranking de cursos

CORECON

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