O que faz um economista?

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Você sabe o que faz um Economista? Neste texto, iremos explicar ao leitor sobre a profissão do Economista, suas funções, áreas de atuações, curso de formação e as figuras que marcaram época exercendo essa profissão.

Pronto para vir com a gente? Antes de mais nada, que tal descobrir a origem deste campo de estudo.

Origem da Economia

Precisar a origem da Economia não é tarefa fácil. Muitos nomes, filosofias e pesquisas podem ter se perdido ao longo da história. Mas podemos lembrar de alguns dos nomes importantes que o tempo preservou.

A palavra “economia” tem sua origem no latim OECONOM, que por sua vez é derivada do grego OIKONOMIA, ambos tinham o significado de “administração de um lar.” Logo, o economista era entendido como “aquele que administra”.

“Economia é o estudo da humanidade no afazeres cotidianos.” Assim escreveu Alfred Marshall, o grande economista do século XIX, em seu livro “Princípios de economia”. Embora tenhamos visto novos conceitos acerca da economia desde a época de Alfred, a definição do autor é tão verdadeira hoje quanto o foi em 1890, quando a primeira edição do livro foi publicada.

Sendo assim, podemos entender a economia como uma ciência social fundamentada em métodos matemáticos, cuja finalidade é buscar estudar e entender as relações entre os agentes econômicos (Empresas, indivíduos e Famílias). Tendo isso em vista, podemos observar alguns autores marcantes.

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Adam Smith (1723-1790)

Em 1796, o Economista e Filósofo Adam Smith publicou seu livro intitulado de “Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações.” Neste (foram 5 livros da coleção), Smith buscou explicar assuntos como divisão do trabalho, relações comerciais entre pessoas e países, divisão de renda e acumulação de capital, termos que passaram a ser cada vez mais fundamentais nesse campo de estudo.

Antes disso, em 1759, em seu livro chamado de “Teorias dos Sentimentos Morais”, Adam falou sobre a “Mão Invisível”, cuja atribuição, segundo o autor, os ricos não conseguem consumir toda a riqueza que possuem.

Ao usá-la para seus próprios interesses – comprando bens e terras, empregando pessoas etc. –, parte considerável dessa riqueza é naturalmente distribuída pela tal mão invisível ao restante da população, e assim um certo equilíbrio da economia é atingido.

Sendo assim, podemos dizer que foi a partir dos livros de Adam Smith que a economia pôde ser considerada como campo de estudo. Ou seja, uma ciência.

David Ricardo (1772-1823)

O Inglês David Ricardo foi um dos mais influentes economistas clássicos ao lado de nomes como Adam Smith e Thomas Malthus.  Em sua época, Ricardo se mostrou bastante preocupado com o fato da substituição da mão de obra humana por trabalhos desenvolvidos por máquinas, algo que foi concretizado pela revolução industrial. Também trouxe grande contribuição nas teorias de lucros, aluguéis e salários.

Outro conceito criado por David Ricardo foi a Vantagem Comparativa (Explica diferenças de produção e comércio entre dois países ou nações diferentes, baseando-se em um mesmo produto. A ideia é analisar qual dos envolvidos possui um menor custo de oportunidade de um mesmo bem), teoria que foi publicada em seu livro “Princípio da Política e da Tributação” (1817). Contrapôs a teoria da “vantagem absoluta”, desenvolvida por Adam Smith.

Suas obras com maiores destaques são:

  • O alto preço do ouro (1810)
  • Princípio da Política Econômica e da Tributação (1817)

Karl Marx (1818-1883)

O Alemão Karl Marx é considerado por muitos como um dos maiores pensadores da humanidade. O filósofo e também economista foi o grande idealizador do comunismo (ideologia política e socioeconômica baseada na igualdade na distribuição de renda e bens, além de defender o fim das classes sociais).

De acordo com o economista, o comunismo deveria ser implementado em um momento específico da história da sociedade. Devido sua visão de mundo materialista histórica, seria necessário que cada país passasse por uma revolução burguesa, adotasse o modelo de produção capitalista, em sequência, estaria pronta para a adesão do socialismo e, finalmente, para o comunismo.

Karl criticava o sistema capitalista, alegando que o sistema era fadado em crises cíclicas e irremediáveis, como ele explica em seu livro O Capital (1867).

As principais obras de Karl Marx são:

  • Manifesto Comunista (1848)
  • O Capital (1867)

John Keynes (1883-1946)

Keynes também teve grande contribuição para a economia moderna. Mesmo após quase um século, suas obras continuam sendo usadas como base de estuda em grandes universidades mundiais.

John foi responsável por fazer uma espécie de “revisão” da teoria liberal, teoria que segundo o próprio autor, apresentava falhas e que por si só não era capaz de garantir o pleno emprego. Partindo desse princípio, ele construiu o Keynesianismo, cuja ideia defendida era a de que o Estado deveria intervir na economia sempre que fosse necessário, afim de evitar a retração econômica e garantir o pleno emprego.

Ou seja, segundo Keynes, o estado deveria atuar onde as empresas privadas não podiam ou não queriam investir, afim de garantir o mínimo de renda aos mais pobres e sustentar a estabilidade empregatícia do país.

Sua obra mais famosa foi:

  • A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda (1936)

Milton Friedman (1912- 2006)

Friedman foi um dos nomes mais influentes da economia no século XX. Ficou conhecido por ser um dos grandes nomes da chamada “Escola de Chicago”, a qual ficou famosa por se opor aos Keynesianos, nome dado aos discípulos do notório economista britânico John Keynes, e por defender uma menor intervenção estatal na economia.

Friedman realizou importantes estudos na micro e macroeconomia e levou o prêmio Nobel de Economia em 1976. Ele criou a Teoria da Função do Consumo, onde ele trouxe uma visão inovadora sobre a relação renda e consumo.

Seus livros Famosos são:

  • Capitalismo e Liberdade (1962)
  • Uma História Monetária dos Estados Unidos (1963)

Agora que já temos uma noção histórica desse tema, podemos partir para a grande pergunta do texto.

O que o Economista faz?

De acordo com a Lei nº 1.411/5 (criada em 13 de agosto de  1951), os economistas podem exercer as seguintes funções:

Assessoria, consultoria e pesquisa econômico-financeira

Essa área tem o objetivo de melhorar os resultados de empresas, agregar valor do patrimônio com atividades operacionais, como planejamento, análise e controle.

Estudos de mercado e de viabilidade econômico-financeira

Esse campo de atuação tem como objetivo estimar o total de investimento necessário para colocar o projeto em prática. Para isso, ele considera diversos fatores, como capital inicial, despesas, receitas, rendimentos e desembolsos de investidores.

Análise e elaboração de cenários econômicos, planejamento estratégico nas áreas social, econômica e financeira

A ideia dessa metodologia é usar um conjunto de ferramentas para conseguir imaginar com segurança possíveis cenários futuros. A partir disso, a empresa pode elaborar estratégias para cada uma das situações.

Estudo e análise de mercado financeiro e de capitais e derivativos;

Analisar o mercado financeiro mobiliário (ações, títulos e câmbio) e apresentar informações que servirão como base para a tomada de decisões dos gestores.

Estudo de viabilidade e de mercado relacionado à economia da tecnologia, do conhecimento e da informação, da cultura e do turismo;

Analisar as variações do mercado nestes campos específicos, demanda e oferta, melhores investimentos a serem feitos, relações entre as empresas e etc..

Porque a Economia pertence a ciências humanas, e não exatas?

Como vimos anteriormente, a economia é a ciência que visa identificar e estabelecer a utilidade dos bens em relação ao ser humano e não uma ferramenta apenas de cálculo e precificação de bens e cálculos de índices (Como muitos pensam).

Para se tentar entender de forma mais clara a classificação de Economia como uma Ciência Humana ou Social, temos de definir o conceito de Utilidade, que pode ser assim definido:

“É um conceito econômico que representa a capacidade de uma bem ou serviço saciar um necessidade humana”

Levando em consideração a esta definição, observa-se que, por ser baseada nas necessidades humanas, ela se constitui numa ciência humana e não exata.

E quais os órgãos representativos da Economia no Brasil:

COFECON (Conselho Federal de Economia)

Órgão responsável pela fiscalização profissional dos economistas brasileiros. Foi criada pela Lei nº 1.411/51, que regulamenta a profissão de Economista, e tem como atribuição assegurar o exercício legal e ético da profissão de economista e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do País.

OEB (Ordem dos Economistas do Brasil)

A Ordem dos Economistas do Brasil é uma entidade civil de utilidade pública que tem por objetivos: Zelar pelo prestígio da classe e pela ética profissional; promover a união de classe, estreitando a convivência social de seus membros; incentivar o estudo, promoção e aperfeiçoamento da cultura das Ciências Econômicas.

Formação Profissional

Para torna-se um economista, é necessário concluir o curso superior em Ciências Econômicas, cuja duração varia de 4 a 5 anos.

Melhores Cursos de Economia do Brasil (RUF – 2019)

1ª – Universidade de São Paulo (USP)

2ª – Universidade de Campinas (Unicamp)

3ª – Faculdade Getúlio Vargas (FGV-SP)

4ª – Universidade Federal de Minas Gerias (UFMG)

5ª – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Conclusão

O economista tem grande participação nas vidas das pessoas, direta ou indiretamente. Através de previsões e aplicações de conceitos econômicos, os economistas podem ajudar a transformar mudar um cenário de crise no campo econômico.

E então, conseguiu entender o que faz um economista? O que você pensa sobre essa profissão?

Publicado em 30 de março de 2020.

Redator voluntário

Jhonattan Henrique


Sempre orgulhoso por ser Brasileiro.  Cursando ensino superior em Ciências Contábeis na Universidade Nove de Julho. Estuda economia e história de forma independente. 

 

 

REFERÊNCIAS

Governo Federal

COFECON

Folha: ranking de cursos

CORECON

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