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O que são recursos?

Foto: Pixabay (domínio público).

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Este é o terceiro post da trilha de conteúdos Economia Animada, desenvolvida em parceria com o portal Por Quê – Economês em bom português. Confira os demais conteúdos desta trilha: 12345

Ao terminar de ler este conteúdo você terá concluído 60% desta trilha 🙂

Em textos anteriores desta trilha, entendemos o que é economia e sua importância para a política, além do conceito de escassez, central para o estudo econômico. Agora, chegou a hora de explicarmos o que são os tão falados recursos, outra palavra usada o tempo todo pelos economistas.

Se preferir, ouça nosso episódio de podcast sobre esse assunto!

Listen to “#053 – O que são recursos?” on Spreaker.

O conceito de recursos

Curvas do Parque Nacional de Anavilhanas. Recursos naturais são indispensáveis para a economia. Foto: Lincoln Barbosa/ Wikimedia Commons.

Curvas_do_Parque_Nacional_de_Anavilhanas-lincoln-barbosa

Para a economia, recursos são tudo aquilo que é produtivo, ou seja, tudo que produz algo novo e valioso para as pessoas – novos bens e serviços que precisamos ou queremos em nosso dia a dia. Aqui cabe uma ressalva muito importante: o dinheiro não é um recurso pela ótica da ciência econômica, mesmo que muitos se refiram a ele como tal no dia a dia. Na verdade, ele é apenas um meio para que ocorram trocas de bens e serviços entre as pessoas.

Tipos de recursos

Foto: Pixabay (domínio público).

Existem inúmeras formas de gerar bens e serviços, o que significa que existem muitos tipos de recursos diferentes. As categorias de recursos, mesmo que analisadas separadamente pelos economistas, são usadas em conjunto pela humanidade todos os dias. É muito difícil afirmar que um tipo de recurso é mais importante que outro, simplesmente porque sem qualquer um desses tipos, é impossível que a economia funcione normalmente.

Trabalho

Pessoas, por exemplo, são vistas como uma categoria de recursos (o trabalho). É através do trabalho humano que se produzem inúmeras coisas valiosas para a economia. Esse trabalho pode ser tanto físico, quanto intelectual. O capital humano certamente é um dos ativos mais importantes para a economia – e algo em que todos os setores econômicos investem cada vez mais. Entende-se por capital humano as habilidades, conhecimentos e atributos de uma pessoa. Por meio desse conjunto de capacidades, o indivíduo pode gerar valor para a sociedade. O capital humano pode e deve ser aprimorado continuamente por meio de estudo, capacitação e pela prática.

Confira: qual a diferença entre Estado de bem estar social e Estado liberal?

Recursos naturais

Água, petróleo e a terra são classificadas como recursos naturais, usados para inúmeros fins da maior relevância no nosso dia a dia. São considerados recursos naturais todos os insumos disponíveis na natureza e que podem ser usados economicamente.

Nem seria necessário explicar por que a água é vista como um recurso. Necessária para a sobrevivência de todos os seres vivos, a água também é usada na produção de praticamente todos os bens e serviços.

O petróleo, por sua vez, serve de combustível para a maior parte dos automóveis, indispensáveis para a economia global – e para o nosso dia a dia. Outros produtos derivam do petróleo, como o gás natural, a parafina, o plástico, óleos, querosene, asfalto, entre outros.

Já a terra evidentemente é um recurso porque é nela que se instalam fábricas, empresas, residências e todos os outros tipos de estabelecimentos – sem contar que é nela que se desenvolvem a agricultura e a pecuária.

Os recursos naturais podem ser renováveis (no sentido de que, mesmo após utilizados, reaparecem na natureza por meio de processos naturais, em um período razoável de tempo), como a energia solar, o vento e a água, ou não renováveis (tais como o petróleo, o carvão e o ferro).

Bens de capital

Máquinas, equipamentos e fábricas também são considerados recursos. Chamados de bens de capital (ou de produção), é a partir deles que são criados inúmeros produtos. Pense nos vários aparelhos eletrônicos presentes na sua casa: televisão, computador, celular, geladeira, micro-ondas… Eles foram produzidos em fábricas, que provavelmente usaram máquinas (sem contar o trabalho físico e intelectual de milhares de pessoas e recursos naturais de toda ordem) para isso. O mesmo raciocínio vale para tudo que você consome durante a sua vida. Em economês, os produtos que consumimos são chamados bens de consumo. Praticamente tudo precisou ser produzido antes de alguma forma por alguém. E para isso, muito provavelmente bens de capital foram usados.

Foi a partir de um momento de grande evolução dos bens de capital que a humanidade experimentou um salto significativo de qualidade de vida. A revolução industrial, que se iniciou por volta do século XVIII, foi um dos passos mais importantes para que hoje possamos desfrutar de tantos produtos que facilitam o nosso dia a dia.

Quer um resumo prático deste post? Então confira este vídeo dos nossos parceiros do Por Quê? – Economês em bom português:

Até este ponto da trilha, aprendemos os objetos básicos do estudo da economia: os recursos e o problema da escassez. No próximo post, vamos entender duas perspectivas diferentes para se estudar a economia: a macroeconomia e a microeconomia.

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Publicado em 29 de março de 2017.
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O Por Quê – Economês em bom português é uma iniciativa que busca descomplicar a economia para os brasileiros. Isenção, didatismo, precisão, clareza e criatividade. Essas são as nossas bases para traduzir o economês para bom português e transformar aversão em interesse. Vamos aprender mais?

Bruno André Blume

Bacharel em Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e editor de conteúdo do portal Politize!.