Macroeconomia e microeconomia: qual a diferença?

A economia pode ser vista tanto de um ponto de vista mais amplo (que englobe inclusive o comércio internacional), quanto de outro mais restrito, focado nas unidades da economia. Foto: Pexels/domínio público.

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Este conteúdo que aborda os conceitos de macroeconomia e microeconomia é o quarto post da trilha de conteúdos baseada na série Economia Animada, do portal Por Quê – Economês em bom português. Confira os demais conteúdos desta trilha: 12345

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Se preferir, ouça nosso episódio de podcast sobre esse assunto!

Listen to “#055 – Macro e microeconomia” on Spreaker.

Nos posts anteriores, apresentamos o conceito básico de economia, além dos conceitos de escassez e recursos. Agora, chegou a hora de passarmos para uma definição mais metodológica. Vamos entender as duas áreas de estudo mais importantes da ciência econômica: macroeconomiamicroeconomia.

Macro e micro: diferentes pontos de vista

O estudo das escolhas do consumidor é uma das frentes da microeconomia. Foto: Pixabay/domínio público.

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Como sugerem os nomes, macroeconomia e microeconomia se diferenciam pela perspectiva que adotam para observar a economia. A macroeconomia encara as coisas de uma forma mais ampla, olha para o grande cenário. Se você estudar macroeconomia, perceberá que as maiores preocupações dessa área estão relacionadas aos Estados, às economias nacionais e à relações econômicas internacionais. É a partir dessa análise macroeconômica que surgem indicadores muito conhecidos, que você provavelmente já deve ter ouvido falar: PIB (Produto Interno Bruto), inflação, juros, câmbio, balança comercial, entre tantos outros. Esses números são desenvolvidos a partir de análises amplas, que envolvem a produção econômica de um país inteiro, suas trocas com outros países e assim por diante.

Se a macroeconomia olha para o todo, a microeconomia se encarrega de estudar os detalhes. Estamos nos referindo aos indivíduos e suas ações, às empresas e outras partes do processo produtivo. A microeconomia desenvolve estudos a partir de construções teóricas importantes: a teoria do consumidor, que busca entender o comportamento e as escolhas das pessoas na economia; a teoria de empresa, focada nas corporações e na relação entre capital e trabalho; e a teoria da produção, que analisa minuciosamente a evolução do processo produtivo.

Cada grande área da economia levanta tipos de perguntas bastante distintos. A macroeconomia se interessa, por exemplo, pelo resultado das contas públicas e suas consequências para a dívida pública, para os juros, investimentos e para o resultado da produção (o PIB). Já a microeconomia olha para questões como: diferenças salariais entre diferentes grupos da sociedade (homens e mulheres, brancos e negros); funcionamento dos diversos setores econômicos; e as motivações das decisões dos consumidores.

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Qual a importância da macro e da microeconomia?

Esses dois grandes ramos da economia são complementares entre si. Devemos lembrar que, na essência, todos aqueles números que vemos o tempo todo na imprensa (tais como a variação do PIB e a taxa de desemprego) são nada mais que o resultado de um enorme conjunto de ações tomadas por indivíduos, firmas e instituições. Desse modo, os resultados observados no conjunto da obra (macroeconomia) podem ser melhor entendidos ao se analisar o nível unitário (microeconomia) – e vice-versa.

Política, macroeconomia e microeconomia

Sede do Banco Central do Brasil, instituição responsável pela política monetária brasileira. Foto: Agência Brasil.

No dia a dia, é mais comum vermos associações entre a política e a macroeconomia. Isso porque nossos representantes políticos precisam analisar a economia do país de forma geral para tomar suas decisões, que em geral impactam a vida de todos. Muitos dos resultados agregados que já citamos acima, como PIB, desemprego, inflação, juros e balança comercial estão na ponta da língua de parlamentares, ministros e presidente. São números indispensáveis para compreender em que situação se encontra a economia nacional.

Mas isso não quer dizer que os políticos não pensem no âmbito micro. Muitas das ações tomadas todos os dias dizem respeito a relações entre consumidores e empresas, a trabalhadores e empregadores, e assim por diante. Essas decisões possuem implicações maiores para certos grupos da sociedade e são analisados também de uma perspectiva mais minuciosa, menos focada no cenário geral.

Para resumir e fixar o que você aprendeu neste post sobre macroeconomia e microeconomia, confira este vídeo do Por Quê – Economês em bom português:

No último post desta trilha, vamos apresentar um dos indicadores mais importantes da situação de uma economia nacional: o PIB!

Referências

Por Quê: o que estudam os economistas – Brasil Escola: microeconomia – Brasil Escola: macroeconomia

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Publicado em 07 de abril de 2017.
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O Por Quê – Economês em bom português é uma iniciativa que busca descomplicar a economia para os brasileiros. Isenção, didatismo, precisão, clareza e criatividade. Essas são as nossas bases para traduzir o economês para bom português e transformar aversão em interesse. Vamos aprender mais?

Bruno André Blume

Bacharel em Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e editor de conteúdo do portal Politize!.