[av_heading heading=’Islã: como é a religião muçulmana?’ tag=’h1′ link_apply=” link=’manually,http://’ link_target=” style=’blockquote modern-quote modern-centered’ size=” subheading_active=” subheading_size=’15’ margin=” padding=’10’ color=” custom_font=” custom_class=” admin_preview_bg=” av-desktop-hide=” av-medium-hide=” av-small-hide=” av-mini-hide=” av-medium-font-size-title=” av-small-font-size-title=” av-mini-font-size-title=” av-medium-font-size=” av-small-font-size=” av-mini-font-size=”][/av_heading]

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Mesquita Al-Haram, na cidade de Meca
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A religião muçulmana é o islã ou seja, muçulmanos são os seguidores dessa religião. Embora seja um equívoco recorrente, muçulmanos e árabes não são sinônimos! Ser árabe significa pertencer ao grupo étnico que habita principalmente o Oriente Médio e a África setentrional, enquanto ser muçulmano significa apenas ter fé no islamismo. É fato que a maioria dos árabes é muçulmana, mas não é uma regra, afinal o inverso não é verdadeiro: a maioria dos muçulmanos não é de árabes, haja vista o considerável percentual de fiéis muçulmanos em gigantescas populações asiáticas como Índia e Indonésia.

Neste post, você entenderá conceitos do islamismo, desde suas origens, suas leis, sua relação com a figura da mulher e sua representatividade mundial, além de desmistificar dogmas extremistas que conduzem algumas minorias ao terrorismo. Vamos entender como funciona essa religião?!
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[av_heading heading=’Primórdios do islamismo: contexto histórico’ tag=’h2′ link_apply=” link=’manually,http://’ link_target=” style=’blockquote modern-quote’ size=” subheading_active=” subheading_size=’15’ margin=” padding=’10’ color=” custom_font=” custom_class=” admin_preview_bg=” av-desktop-hide=” av-medium-hide=” av-small-hide=” av-mini-hide=” av-medium-font-size-title=” av-small-font-size-title=” av-mini-font-size-title=” av-medium-font-size=” av-small-font-size=” av-mini-font-size=”][/av_heading]

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A palavra islã tem valor nominal e também verbal, isto é, nomeia e indica ação. Significa submissão, submeter-se; obediência ou ação de obedecer a Deus (Allah, em árabe). Datado do século VII da era cristã, período de início do calendário islâmico (distinto do calendário gregoriano, o que seguimos), o marco inicial do islamismo se dá pela figura de Maomé (Muhammad, em árabe), profeta que teria recebido do anjo Gabriel os princípios básicos que norteiam a fé islâmica.

As profecias de Maomé foram organizadas no Alcorão (ou Corão), o livro sagrado do islamismo. O profeta, que era analfabeto, começa a receber as revelações aos 40 anos de idade, após uma vida quase toda como mercador. Conta-se que esse processo durou 23 anos. Esse é apenas o primeiro de diversos pontos que fazem os muçulmanos atribuírem valor divino aos dogmas que sustentam a religião e que estão no Alcorão.

Muçulmanos defendem que Maomé foi o mensageiro final do islã, ou seja, não o único, mas o último de uma sucessão de mensageiros que foram enviados por Deus. A fé islâmica não desconsidera outros nomes, inclusive o de Jesus Cristo, a quem consideram simplesmente como um profeta. No que se refere a Maomé, ele foi quem trouxe a profecia final, isto é, através dele Deus completou sua mensagem à humanidade.

Dessa forma, muçulmanos não contestam a existência de outras mensagens profetizadas à humanidade como as dos Livros de Abraão, da Torá de Moisés, dos Salmos de Davi e do Evangelho de Jesus Cristo. No entanto, muitos estudiosos, historiadores e eruditos, entre muçulmanos, judeus e cristãos, não asseguram a originalidade dessas escrituras. Eles concordam que todas provêm da mesma fonte – Deus –, mas, dadas tantas alterações e traduções, perdeu-se o conteúdo original. Por isso, os muçulmanos defendem que o Alcorão, revelado e mantido em sua forma original, em árabe, traz a mensagem final, preponderante e imutável, corrigindo qualquer lacuna, equívoco e erros humanos penetrados na difusão de outras escrituras.
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[av_heading heading=’Pilares da religião muçulmana: as 5 leis fundamentais’ tag=’h2′ link_apply=” link=’manually,http://’ link_target=” style=’blockquote modern-quote’ size=” subheading_active=” subheading_size=’15’ margin=” padding=’10’ color=” custom_font=” custom_class=” admin_preview_bg=” av-desktop-hide=” av-medium-hide=” av-small-hide=” av-mini-hide=” av-medium-font-size-title=” av-small-font-size-title=” av-mini-font-size-title=” av-medium-font-size=” av-small-font-size=” av-mini-font-size=”][/av_heading]

[av_heading heading=’1. Proclamação de fé’ tag=’h3′ link_apply=” link=’manually,http://’ link_target=” style=’blockquote modern-quote’ size=” subheading_active=” subheading_size=’15’ margin=” padding=’10’ color=” custom_font=” custom_class=” admin_preview_bg=” av-desktop-hide=” av-medium-hide=” av-small-hide=” av-mini-hide=” av-medium-font-size-title=” av-small-font-size-title=” av-mini-font-size-title=” av-medium-font-size=” av-small-font-size=” av-mini-font-size=”][/av_heading]

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Trata-se da Shahada, que é o testemunho do muçulmano de que ninguém merece ser adorado, a não ser Allah, e que Maomé é seu mensageiro. Qualquer pessoa que fizer essa declaração se torna muçulmana. Não é necessário que haja formalidade ou celebração

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[av_heading heading=’2. Oração’ tag=’h3′ link_apply=” link=’manually,http://’ link_target=” style=’blockquote modern-quote’ size=” subheading_active=” subheading_size=’15’ margin=” padding=’10’ color=” custom_font=” custom_class=” admin_preview_bg=” av-desktop-hide=” av-medium-hide=” av-small-hide=” av-mini-hide=” av-medium-font-size-title=” av-small-font-size-title=” av-mini-font-size-title=” av-medium-font-size=” av-small-font-size=” av-mini-font-size=”][/av_heading]

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Ritualisticamente, os muçulmanos fazem oração, a Salah, 5 vezes ao dia. A Salah preza pela manutenção da fé islâmica e pela reafirmação da submissão a Deus.
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[av_heading heading=’3. Caridade compulsória’ tag=’h3′ link_apply=” link=’manually,http://’ link_target=” style=’blockquote modern-quote’ size=” subheading_active=” subheading_size=’15’ margin=” padding=’10’ color=” custom_font=” custom_class=” admin_preview_bg=” av-desktop-hide=” av-medium-hide=” av-small-hide=” av-mini-hide=” av-medium-font-size-title=” av-small-font-size-title=” av-mini-font-size-title=” av-medium-font-size=” av-small-font-size=” av-mini-font-size=”][/av_heading]

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O terceiro pilar é a Zakah, uma espécie de caridade que vai além do caráter facultativo e beneficente que a palavra pressupõe, pois é tida como uma obrigação do muçulmano que detém melhor condição financeira de prestar apoio aos carentes e necessitados. Tal obrigação equivale a 2,5% anuais do patrimônio individual.
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[av_heading heading=’4. O jejum do Ramadã’ tag=’h3′ link_apply=” link=’manually,http://’ link_target=” style=’blockquote modern-quote’ size=” subheading_active=” subheading_size=’15’ margin=” padding=’10’ color=” custom_font=” custom_class=” admin_preview_bg=” av-desktop-hide=” av-medium-hide=” av-small-hide=” av-mini-hide=” av-medium-font-size-title=” av-small-font-size-title=” av-mini-font-size-title=” av-medium-font-size=” av-small-font-size=” av-mini-font-size=”][/av_heading]

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Ramadã é o nono mês do calendário islâmico e deve ser passado em jejum pelos muçulmanos saudáveis. Sawm, o jejum, consiste na completa abstenção de comida, bebida e atividades deleitosas (como sexo, jogos e diversões) do nascer ao pôr-do-sol.
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[av_heading heading=’5. Peregrinação à Meca’ tag=’h3′ link_apply=” link=’manually,http://’ link_target=” style=’blockquote modern-quote’ size=” subheading_active=” subheading_size=’15’ margin=” padding=’10’ color=” custom_font=” custom_class=” admin_preview_bg=” av-desktop-hide=” av-medium-hide=” av-small-hide=” av-mini-hide=” av-medium-font-size-title=” av-small-font-size-title=” av-mini-font-size-title=” av-medium-font-size=” av-small-font-size=” av-mini-font-size=”][/av_heading]

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Entre os dias 8 e 13 do mês de Dhu al-Hijja, último do calendário islâmico, os muçulmanos celebram o Hajj. Trata-se da peregrinação que, ao menos uma vez na vida, todo muçulmano que goze de condições físicas e financeiras deve fazer à cidade sagrada, Meca, na Arábia Saudita. A tradição remonta a Abraão, considerado o “pai de todos os profetas”. Todos os anos, milhões de muçulmanos vão à Meca durante o evento. Em 2018, na semana de início, o governo saudita já indicava expectativa de 2,3 milhões de peregrinos.
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[av_heading heading=’Sunitas e Xiitas’ tag=’h2′ link_apply=” link=’manually,http://’ link_target=” style=’blockquote modern-quote’ size=” subheading_active=” subheading_size=’15’ margin=” padding=’10’ color=” custom_font=” custom_class=” admin_preview_bg=” av-desktop-hide=” av-medium-hide=” av-small-hide=” av-mini-hide=” av-medium-font-size-title=” av-small-font-size-title=” av-mini-font-size-title=” av-medium-font-size=” av-small-font-size=” av-mini-font-size=”][/av_heading]

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Muito se fala a respeito de sunitas e xiitas, duas correntes majoritárias que, após a morte do profeta Maomé, travaram conflitos durante anos por conta de divergências quanto ao califado (sucessão de Maomé), o que envolvia até assassinatos de líderes.

A sucessão de Maomé é a grande diferença entre os grupos. Sunitas elegeram Abu Bakr, amigo e conselheiro do profeta, como seu sucessor. Xiitas nunca concordaram, pois defendiam o respeito à linhagem familiar, em que Ali Bin Abu Talib, primo e genro de Maomé, seria seu sucessor imediato.

Sunitas representam a maioria entre os muçulmanos e são mais flexíveis (em comparação aos xiitas) às atualizações na interpretação de dogmas da Suna (daí deriva o nome Sunita), livro suplementar ao Alcorão que traz relatos sobre ações de Maomé, e da Sharia, a Lei Islâmica, em consonância com as transformações da humanidade e com a evolução das civilizações. Por outro lado, xiitas representam um grupo tradicionalista minoritário, que defende a manutenção da interpretação tradicional do Alcorão e da Sharia. Não é incomum nos depararmos com notícias mundiais sobre violência e atentados envolvendo conflitos entre esses dois grupos.

Sunitas Xiitas
Proporção ~85-90% ~10-15%
Pós-Maomé (Califado) Escolha do povo
(democracia)
Linhagem familiar
(primogenitura)
Visão Ortodoxa Ultraconservadora, “verdadeiro islã”
Livros sagrados Alcorão, Sharia e Suna Alcorão e Sharia
Principal país Arábia Saudita Irã

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[av_heading heading=’Países muçulmanos: influência ou lei?’ tag=’h2′ link_apply=” link=’manually,http://’ link_target=” style=’blockquote modern-quote’ size=” subheading_active=” subheading_size=’15’ margin=” padding=’10’ color=” custom_font=” custom_class=” admin_preview_bg=” av-desktop-hide=” av-medium-hide=” av-small-hide=” av-mini-hide=” av-medium-font-size-title=” av-small-font-size-title=” av-mini-font-size-title=” av-medium-font-size=” av-small-font-size=” av-mini-font-size=”][/av_heading]

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O islamismo representa maioria populacional no Oriente Médio e é tido como fator preponderante em quase todas nações da região, além de algumas da África, da Ásia e do sul da Europa. Há países de maioria populacional muçulmana, mas com um Estado laico, e outros que adotam a teocracia, regime de governo em que ações políticas e jurídicas são submetidas a dogmas religiosos. A influência do islamismo e sua relevância para os países islâmicos é enorme e bastante complexa, pois envolve questões histórico-culturais dentro de um contexto de divergências e conflitos. Nesse quadro, há de se considerar repúblicas e monarquias.

O Politize! já explicou o que é Estado laico, bem como suas origens históricas. Relembre!

Irã (República Islâmica do Irã) e Paquistão (República Islâmica do Paquistão) são exemplos de repúblicas islâmicas teocráticas, sendo a primeira mais rígida, submetida à influência do clero islâmico, de maioria xiita, enquanto Paquistão, por sua vez, admite alguma tolerância e converge mais com a democracia. Em se tratando de monarquia islâmica teocrática, por sua relevância, destaca-se a Arábia Saudita (Reino da Arábia Saudita), voltada ao islamismo sunita, marcada por intolerância religiosa a qualquer manifestação não-islâmica.

Turquia (República da Turquia) é um exemplo de Estado laico. Sua constituição prevê liberdade de religiosa, embora seja um país de maioria muçulmana, estimada entre 96 e 99% da população. Não há monarquia islâmica que seja Estado laico. O mais próximo disso que podemos encontrar é o Bahrein (Reino do Bahrein), uma monarquia islâmica que é relativamente tolerante com outras manifestações religiosas, pois conta com templos cristãos, judaicos e hindus, sem registros de conflitos.
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[av_heading heading=’A mulher muçulmana’ tag=’h2′ link_apply=” link=’manually,http://’ link_target=” style=” size=” subheading_active=” subheading_size=’15’ margin=” padding=’10’ color=” custom_font=” custom_class=” admin_preview_bg=” av-desktop-hide=” av-medium-hide=” av-small-hide=” av-mini-hide=” av-medium-font-size-title=” av-small-font-size-title=” av-mini-font-size-title=” av-medium-font-size=” av-small-font-size=” av-mini-font-size=”][/av_heading]

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Fonte: Pixabay
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Há correntes muçulmanas ultraconservadoras que entendem a mulher como um ser inferiorizado do qual o homem faz uso e do qual deve cuidar, como mostra o versículo da surata (nome dado a cada capítulo) do Alcorão que é intitulada “As mulheres”:

Os homens são os protetores das mulheres, porque Deus dotou uns com mais (força) do que as outras, e pelo o seu sustento do seu pecúlio. As boas esposas são as devotas, que guardam, na ausência (do marido), o segredo que Deus ordenou que fosse guardado. Quanto àquelas, de quem suspeitais deslealdade, admoestai-as (na primeira vez), abandonai os seus leitos (na segunda vez) e castigai-as (na terceira vez); porém, se vos obedecerem, não procureis meios contra elas. Sabei que Deus é Excelso, Magnânimo. (Alcorão, surata 4.34)

Vale apontar a poligamia, união conjugal de uma pessoa com diversas outras, o que o Alcorão permite apenas aos homens, que podem ter até 4 esposas, desde que tenham condições de mantê-las e de tratá-las igualmente.

Soma-se a isso a questão da punição às mulheres, pois o próprio livro sagrado da religião islâmica corrobora a aplicação de castigo por deslealdade, o que pode ser levado em consideração até mesmo em tribunais sob forte influência da lei islâmica.

Geralmente, em países islâmicos, há considerável restrição à liberdade em diversos aspectos, a se destacar o que se refere aos direitos das mulheres. Podemos apontar, por exemplo, a obrigatoriedade do uso de indumentárias que cubram a cabeça e o restrito direito ao trabalho formal em países como Arábia Saudita, Afeganistão, Irã, Síria e Sudão, podendo resultar em severas punições àquelas que desobedecerem. Em 2018, a Arábia Saudita, último país que proibia mulheres ao volante, começou a emitir habilitação para mulheres.

Os impactos da relação entre o islamismo e a mulher envolvem uma série de aspectos que, sobretudo aos olhos ocidentais, confundem o que se deve à lei, à influência religiosa ou a ambas, dada a complexidade que engendra essa discussão. Não sabemos com certeza se as raízes da questão são as escrituras do Alcorão e a Sharia ou se o verdadeiro problema é a forma como as palavras são interpretadas e postas em prática. Nesse sentido, cada país carrega suas peculiaridades culturais.

Relembre: o Politize! abordou 7 direitos das mulheres negados ao redor do mundo.
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[av_heading heading=’Extremismo, jihadismo e terrorismo’ tag=’h2′ link_apply=” link=’manually,http://’ link_target=” style=” size=” subheading_active=” subheading_size=’15’ margin=” padding=’10’ color=” custom_font=” custom_class=” admin_preview_bg=” av-desktop-hide=” av-medium-hide=” av-small-hide=” av-mini-hide=” av-medium-font-size-title=” av-small-font-size-title=” av-mini-font-size-title=” av-medium-font-size=” av-small-font-size=” av-mini-font-size=”][/av_heading]

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Você pode ter a sensação de que jihadismo e terrorismo são sinônimos, mesmo porque até a televisão costuma deixar essa impressão, às vezes. Porém, Jihad significa penitência, luta, esforço. Se remetermos aos primórdios dos dogmas islâmicos, isso teria natureza puramente espiritual, isto é, seria a busca do muçulmano pela plena submissão aos preceitos da religião, de acordo com o Alcorão.

No entanto, correntes extremistas que pregam o jihadismo radical ganharam força desde a década de 1970, tanto no Egito, quanto na Guerra do Afeganistão. Nessa interpretação, Jihad é a luta armada e irredutível contra qualquer manifestação que não seja o regresso ao “verdadeiro islã”, desconsiderando, inclusive, a democracia. Daí surge a ideia de “Guerra Santa”.

A exemplo de grupos terroristas como o Estado Islâmico (ISIS) e a Al-Qaeda, existem extremistas defensores da guerra violenta como necessária para a manutenção da lei islâmica. Há, por outro lado, muitos muçulmanos ponderados, que relutam em utilizar o termo jihadismo, justamente, por conta da associação incorreta que tem ocorrido entre um dogma religioso e uma violência praticada por pessoas e correntes islâmicas consideradas “pervertidas” pelos muçulmanos não radicais, isto é, pessoas que desvirtuam a fé muçulmana.

Aqui no Politize!, já falamos sobre o Hamas, grupo de palestinos sunitas, que há décadas não reconhece o Estado de Israel e defende a criação de um único Estado Palestino.

De fato, o Alcorão menciona a palavra jihad como luta contra os descrentes ou infiéis, mas não há clareza que aponte se seria combate de caráter físico ou ideológico. A interpretação cabe a quem lê. Em diversas crenças e religiões há distorções interpretativas de dogmas, afinal a interpretação, assim como a fé, é sempre subjetiva.
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[av_heading heading=’O crescimento global do islamismo’ tag=’h2′ link_apply=” link=’manually,http://’ link_target=” style=” size=” subheading_active=” subheading_size=’15’ margin=” padding=’10’ color=” custom_font=” custom_class=” admin_preview_bg=” av-desktop-hide=” av-medium-hide=” av-small-hide=” av-mini-hide=” av-medium-font-size-title=” av-small-font-size-title=” av-mini-font-size-title=” av-medium-font-size=” av-small-font-size=” av-mini-font-size=”][/av_heading]

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Estima-se que a população mundial já passa de 7,6 bilhões de habitantes, dos quais aproximadamente 2,2 e 1,6 bilhões correspondem, respectivamente, aos cristãos e aos muçulmanos, as duas religiões com o maior número de adeptos no mundo. Veja o mapa mundial dos muçulmanos, publicado em 2009 pela Pew Research Center, que mostra o tamanho de cada país baseado na quantidade de população muçulmana presente nele:

mapa mostra o tamanho de país proporcional à quantidade da população islâmica nele

Estudos dessa organização apontam que, ainda no século XXI, a religião muçulmana terá a maior representatividade no mundo em número de fiéis.

Com exceção da América Latina, o crescimento global de muçulmanos caminha a passos largos. Isso se deve não necessariamente à grande taxa de natalidade dentro desse grupo, mas sobretudo ao alto número de convertidos pela influência de imigrantes nos países. Nos Estados Unidos, por exemplo, apesar do posicionamento anti-imigração do atual presidente Donald Trump, o islamismo tem seu espaço conquistado e está em significativo crescimento.

Inclusive, tem ganhado força a evidência de crescimento da religião muçulmana à frente do próprio crescimento populacional mundial, o que já foi apontado pela Pew Research Center, que analisou o crescimento global de algumas religiões e estimou que o islamismo será a maior religião do mundo em 2070.

infográfico mostra o crescimento das maiores religões do mundo. A previsão é de que o islamismo seja a maior em 2070.

Veja que o gráfico representa os muçulmanos crescendo mais que o dobro do crescimento da população mundial, o que reforça o que apontamos sobre o número de convertidos e a influência de imigrantes em diversas regiões. A mesma organização apontou que, entre 2007 e 2017, houve um crescimento de 2,35 milhões para 3,45 milhões de muçulmanos, nos EUA.

Considerando o advento e as projeções de crescimento global do islamismo, é inegável a relevância do assunto. Somos livres para termos (ou não) nossas crenças, mas será que associar muçulmanos a terrorismo e bomba, por exemplo, não é xenofobia?

Lembre-se: ser muçulmano não é uma nacionalidade, raça ou etnia, mas a crença em Allah e nos conceitos da religião muçulmana explicados ao longo deste texto. Esperamos ter ajudado a esclarecer o que é islamismo!
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Aviso: mande um e-mail para contato@politize.com.br se os anúncios do portal estão te atrapalhando na experiência de educação política. 🙂

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Publicado em 18 de março de 2019.

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Danilo Araújo

Redator Voluntário no Politize! Mestre em Letras pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apreciador do bom jornalismo e apaixonado por rádio. Convicto de que conhecimento é inesgotável. Sempre interessado em conhecer aspectos histórico-político-culturais das sociedades.
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BBC Brasil – O que é o jihadismo?

Daily Mail Online – Islam is the most common state-endorsed religion, research reveals after it emerged it is set to overcome Christianity as the world’s most popular faith by 2070

Diferença – Qual a diferença entre xiitas e sunitas?

Exame – Os números do islamismo, a religião que mais cresce no mundo

História do Mundo – Diferença entre Xiitas e Sunitas

iG – Em termos de lei, ambos os grupos islâmicos seguem a Sharia, mas Estados têm interpretações diferentes sobre as punições

Islam Brasil – Alcorão online bilíngue árabe-português

Islam Religion – O que é o islã?: o âmago do islã

Le Monde Diplomatique Brasil – Muita controvérsia e pouco estudo de campo: o jihadismo segundo os especialistas

Mega Curioso – As mulheres e o Islã: entenda o papel feminino no mundo muçulmano

O Globo – Islamismo será a maior religião do mundo em 2070, diz estudo

Pew Research Center – Mapping the Global Muslim Population

Pew Research Center – Muslims and Islam: Key findings in the U.S. and around the world

Religião do Islam – Significado Lingüístico da Palavra Islã

Superinteressante – As 8 maiores religiões do mundo

IBRAHIM, I. A. Um Breve Guia Ilustrado para Compreender o Islam. Tradução Maria Christina da S. Moreira. 1ª ed. Londres: Darussalam, 2008.

DEEB, S. O Profeta do Islam Muhammad. Tradução Sheikh Ahmad Osman Mazloum. 2ª ed. São Paulo: FAMBRAS, 2014.
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