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Você está no primeiro texto de uma trilha de conteúdos sobre mobilidade urbana. Veja outros textos dessa série: #1 – #2 – #3 – #4

Ao terminar de ler este conteúdo você terá concluído 25% desta trilha ?

Quem nunca perdeu tempo em uma fila no trânsito? Esse é certamente um dos problemas mais democráticos do nosso país: afeta igualmente a ricos e pobres. Não importa se você está de ônibus, ou em uma Ferrari, a maior parte dos moradores de cidades brasileiras de médio e grande porte perdem um precioso tempo da sua vida tentando se deslocar dentro de sua cidade. Esse é um problema que deve ser enfrentado pelos nossos prefeitos e vereadores, os quais escolheremos nas eleições de 2016, por isso vale a pena entender os problemas mais comuns da mobilidade urbana e como solucioná-los.

Excesso de veículos

Mais do que apenas causar irritação, estresse e cansaço nas pessoas, o trânsito atravancado causa prejuízos de ordem social e econômica. Os engarrafamentos têm seu custo, afinal o tempo gasto neles poderia ser utilizado em atividades mais produtivas. Estima-se que apenas os congestionamentos de São Paulo e do Rio custem R$ 98 bilhões por ano, tanto pela perda de produção não concretizada, quanto pelos gastos adicionais com combustível. Calcula-se também que os moradores de grandes cidades passem, em média, praticamente um mês inteiro todos os anos dentro de um automóvel.

Trânsito violento

Foto: BRPM / Fotos Públicas (07/02/2016)

Além dos impactos econômicos causados pelo desperdício de tempo, existe também uma faceta mais perversa do trânsito: a violência. Ainda pior do que perder seu tempo no trânsito é perder sua própria vida, ou sua saúde e bem-estar. Os números de mortos e feridos em decorrência de acidentes de trânsito no Brasil se equiparam a alguns dos piores conflitos da atualidade. Os dados mais recentes demonstram que morrem anualmente no trânsito brasileiro cerca de 40 mil pessoas. O número de feridos é ainda maior: em 2013, foram 170 mil.

Toda essa carnificina, evidentemente, possui um custo enorme para o nosso já defasado Sistema Único de Saúde (SUS): são cerca de R$ 200 milhões gastos apenas nas internações de feridos em acidentes. O custo total dos acidentes de trânsito está estimado em cerca de R$ 40 bilhões anuais.

As maiores vítimas são as partes mais vulneráveis: pedestres, ciclistas e motociclistas. As causas para tantos acidentes? Excesso de velocidade, embriaguez ao volante, cansaço e outros hábitos imprudentes dos motoristas explicam 90% das fatalidades (seria esse o termo mais apropriado?).

Transporte coletivo precário

Foto: Arquivo SMCS/ Fotos Públicas (29.01.2016)


Para convencer as pessoas a deixar o carro em casa, é preciso demonstrar as vantagens das alternativas. O transporte coletivo das cidades brasileiras, entretanto, ainda oferece poucas vantagens em relação ao automóvel. É uma opção de deslocamento mais barata, de uma forma geral. Muita gente também não gosta de dirigir um carro, porque envolve muita atenção e gera stress. Mas também se perde mais tempo dentro de um ônibus, além de que ele oferece muito menos conforto que um carro.

Vias precárias


Como se não bastassem a imprudência de motoristas (e também de outros envolvidos no trânsito, como pedestres e ciclistas), ainda temos que lidar com a precariedade de grande parte das vias públicas urbanas. Não raro as calçadas não garantem acessibilidade, são muito estreitas, e muitas vez sequer existem. As ruas são esburacadas e mal sinalizadas. Esses são apenas alguns dos problemas mais comuns encontrados em qualquer grande cidade brasileira.

Referencia:

EBCFolhaEBC

Bruno André Blume

Bacharel em Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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