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Entenda tudo sobre taxas de juros em empréstimos e financiamentos

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Entender como são calculados e cobrados juros em empréstimos é importante para fazer escolhas financeiras melhores. Juros são pagos pelo dinheiro emprestado e afetam o custo total do empréstimo. É importante saber sobre os tipos de juros, como os bancos decidem as taxas e como isso afeta o custo, para escolher a melhor opção financeira.

Além disso, é fundamental conhecer dicas para obter as melhores taxas de juros e evitar o endividamento excessivo. É importante fazer uma boa pesquisa entre as diferentes instituições financeiras, ter uma boa pontuação de crédito e controlar suas despesas para garantir uma situação financeira estável.

Neste texto, a Politize! te explica detalhadamente como são calculados e cobrados juros em empréstimos e financiamentos e oferece informações úteis para que você possa tomar decisões financeiras conscientes e evitar o endividamento excessivo.

Veja também nosso vídeo sobre desigualdade!

O que são Juros?

Ilustração de notas e moedas
Fonte: Freepik

Juros são uma remuneração pelo uso do dinheiro emprestado. Eles são cobrados sobre o valor principal do empréstimo ou financiamento e aumentam o custo total do empréstimo ao longo do tempo.

Como os juros são calculados?

Os juros são geralmente calculados com base na taxa acordada entre o tomador de empréstimo e a instituição financeira, bem como na quantidade de tempo que o dinheiro será emprestado. Existem duas formas de apropriar os juros: juros simples e juros compostos.

Juros Simples:

Nos juros simples, a remuneração obtida é calculada multiplicando a taxa de juros pelo valor do empréstimo ou financiamento, sem considerar os juros acumulados no período.

Por exemplo, caso João pegue emprestado R$ 3.000,00 (três mil reais) num banco que cobra juros simples mensais de 1% ao mês, após três meses de financiamento, deverá pagar a seguinte quantia:

Tabela demonstrativa
Exemplo 1 – Fonte: Elaboração própria

Note que os juros foram calculados com base no valor investido (também chamado de capital inicial). Os juros não foram agregados ao cálculo.

No fim do período, João terá de pagar R$ 3.090,00 (três mil e noventa reais), ou seja, o valor do empréstimo de R$ 3.000,00 (três mil reais) somado aos juros simples do período: R$ 90,00 (noventa reais).

A fórmula utilizada para cálculo de juros simples é a seguinte:

Tabela demonstrativa
Fórmula dos Juros Simples – Fonte: Elaboração própria

Importante ressaltar que o cálculo somente dará certo se a taxa de juros (i) e o período de tempo (t) estiverem na mesma unidade de tempo. Como assim? Por exemplo, se a taxa de juros for “ao mês”, o período de tempo deve ser em “meses”. Se a taxa de juros for “ao ano”, o período de tempo deve ser em “anos”.

Caso a taxa de juros esteja em anos e o período em meses, será necessário realizar uma conversão. Normalmente, converte-se o período de meses para anos, pois é um modo mais fácil. Converter as taxas de juros de anos para meses de modo equivocado pode afetar o cálculo. Tenha cuidado!

Juros Compostos:

Por outro lado, os juros compostos são calculados praticamente da mesma forma. A única diferença é que os juros acumulados no período integram a base de cálculo, conforme passam os períodos.

Por exemplo, caso Maria pegue emprestado R$ 3.000,00 (três mil reais) num banco que cobra juros compostos mensais de 1% ao mês, após três meses de financiamento, deverá pagar a seguinte quantia:

Tabela demonstrativa
Exemplo 2 – Fonte: Elaboração própria

Note que os juros foram agregados ao cálculo. No fim do período, Maria pagará R$ 3.090,90 (três mil e noventa reais e noventa centavos), ou seja, o valor emprestado de R$ 3.000,00 (três mil reais) somado aos juros compostos do período R$ 90,90 (noventa reais e noventa centavos).

A fórmula utilizada para cálculo de juros compostos é a seguinte:

Tabela demonstrativa
Fórmula dos Juros Compostos – Elaboração própria

Tanto nos juros simples quanto nos juros compostos, é necessário que a taxa de juros (i) e o período de tempo (t) estejam na mesma unidade para que o cálculo seja preciso. Neste caso, também deverá ser observado que o período e a taxa devem estar na mesma unidade (ou em meses, ou em anos…), caso contrário, deverá ser feita a conversão.

Embora a diferença possa ser pequena nos exemplos apresentados, é importante destacar que, em períodos maiores do que um mês, os juros simples podem ser uma opção mais vantajosa para pegar um empréstimo. Por outro lado, se o cálculo envolver uma fração de tempo, os juros compostos serão uma opção melhor.

Leia também: Juros reais: quanto você paga pelo seu financiamento?

O que é uma Amortização?

Nos tópicos anteriores, foram apresentados dois exemplos de pagamentos de dívidas. No entanto, nesses casos, os cálculos se aplicavam somente a pagamentos à vista, sem parcelamento.

Mas se você quiser fazer um empréstimo ou financiamento e pagar parcelado, os bancos ou instituições financeiras utilizarão algum método de amortização. O termo “amortização” significa o pagamento do valor principal da dívida, sem considerar os juros.

Cada método de amortização calcula os valores das parcelas de forma diferente. Neste texto, abordaremos os três métodos mais utilizados: sistema de amortização Price (ou da tabela Price), sistema de amortização constante e sistema americano de amortização.

Veja também nosso vídeo que explica porque os preços sobem!

Sistema de Amortização Price (Sistema Price):

No método do Price, as parcelas são iguais durante toda a vigência do contrato. É bastante comum, quando você financia um automóvel, pagar o mesmo valor da parcela até o final do financiamento.

Nesses casos, os bancos e as instituições financeiras costumam utilizar o método de Amortização Price. O pagamento do principal da dívida (amortização) é crescente e o pagamento dos juros é decrescente. Como assim?

Isso significa que, nos primeiros meses do financiamento (total de 60 meses), você pagará mais juros e o montante da sua dívida será pago numa proporção menor. Conforme o tempo passa, os juros pagos diminuem e a amortização aumenta, mas o valor da parcela continua o mesmo.

Vamos supor que João deseja pegar um empréstimo de R$ 10.000,00, com um parcelamento em 10 meses e juros de 2% ao mês. Para calcular o valor da parcela, utilizamos a seguinte fórmula:

Tabela demonstrativa
Fórmula e Cálculo pelo Sistema de Amortização Price – Fonte: Elaboração própria.

Descoberto o valor da parcela (neste caso, R$ 1.113,27), você pode ver como será o andamento do empréstimo, criando uma tabela:

Tabela demonstrativa
Tabela pelo Sistema Price – Fonte: Elaboração própria

Para calcular os juros pagos, basta multiplicar o saldo a pagar pela taxa. A amortização será o valor da parcela menos o valor dos juros pagos. O saldo a pagar será o valor anterior menos a amortização do mês de referência. Veja que no fim do período de 10 meses o saldo a pagar será R$ 0,00.

Sistema de Amortização Constante (SAM):

No método de amortização constante, como o próprio nome sugere, o valor da amortização será o mesmo até o pagamento de todo o empréstimo. Já o valor dos juros e das parcelas será decrescente, ou seja, menores a cada mês.

Utilizaremos o mesmo exemplo: João deseja pegar um empréstimo de R$ 10.000,00. Ele negociou um parcelamento em 10 meses com o banco e os juros cobrados serão de 2% ao mês. Neste método, calculamos primeiro o valor da amortização, que será de R$ 1.000,00 por mês. Em seguida, calculamos o valor dos juros e o valor da parcela para cada mês.

Tabela demonstrativa
Fórmula e Cálculo pelo Sistema de Amortização Constante – Fonte: Elaboração própria

Depois que você descobre o valor é possível calcular os juros pagos e a parcela. Novamente, os juros pagos são resultado da multiplicação da taxa pelo saldo a pagar. A parcela será obtida somando a amortização com os juros pagos. Por fim, o saldo a pagar é o valor anterior diminuído pelo valor da amortização de cada mês.

Texto demonstrativo
Tabela pelo Sistema de Amortização Constante – Fonte: Elaboração própria

Note que os juros pagos no sistema price ao final do período (R$ 1.132,70) foi maior do que os juros pagos no sistema de amortização constante (R$ 1.100,00). Isso ocorre porque o valor da primeira parcela no SAM é maior do que no Sistema Price. Assim, o saldo a pagar fica menor no SAM mais rapidamente.

Sistema Americano de Amortização:

No sistema americano, a pessoa paga os juros todo mês e deixa o pagamento da amortização para o final. Isso faz com que a dívida permaneça a mesma até o final do prazo acordado para quitação.

Utilizando o exemplo anterior, digamos que João tenha optado pelo sistema americano para pagar o empréstimo de R$ 10.000,00 com juros de 2% ao mês, em um prazo de 10 meses. Nesse caso, ele pagaria apenas os juros mensais, que seriam calculados da seguinte forma:

Tabela demonstrativa
Tabela pelo Sistema Americano de Amortização – Fonte: Elaboração própria

Observe que todos os meses até a décima parcela houve apenas o pagamento dos juros para que a dívida não aumentasse. No último mês, foi pago o valor total do empréstimo mais os juros daquele período. Deste modo, você pagará mais juros neste método do que nos outros dois apresentados anteriormente.

Não se assuste com os cálculos. A ideia é você entender os conceitos para usar alguma ferramenta online. No site do Faz a Conta, você consegue usar uma calculadora para amortizações, por exemplo. Existem outros meios online e até disponíveis nos bancos para realizar simulações. Não deixe de usá-los.

Você sabe qual o papel dos juros na economia? Leia os artigos sugeridos e entenda melhor como as taxas de juros afetam o consumo, a produção e os investimentos, e como podem impactar diretamente a sua vida financeira.

Como os bancos definem as taxas de juros?

As taxas de juros são determinadas pelos bancos com base em uma série de fatores, incluindo a oferta e a demanda por empréstimos, a situação econômica geral do país e a inflação. Além disso, os bancos também levam em consideração o risco de inadimplência do tomador de empréstimo ao determinar as taxas de juros.

Saiba mais: Entenda o que é taxa de inadimplência e como ela afeta a economia, que traz informações importantes para você entender o que é, como é calculada e como ela impacta a economia.

Tipos de taxas de juros:

Além dos juros simples e compostos, existem outros tipos de taxas de juros, incluindo juros fixos, flutuantes e mistos. As taxas de juros fixas permanecem as mesmas ao longo do período de empréstimo, enquanto as taxas flutuantes variam com a economia. Já as taxas mistas combinam elementos de taxas fixas e flutuantes.

Como as taxas de juros afetam o custo total de um empréstimo:

Quanto maior a taxa de juros, maior será o custo total do empréstimo. Por isso, é importante escolher uma taxa de juros que seja compatível com as suas necessidades financeiras e que permita que você pague o empréstimo sem dificuldades.

Como evitar o endividamento excessivo:

Para evitar o endividamento excessivo, é importante controlar suas despesas e garantir que você consiga pagar suas dívidas de forma consistente. Além disso, deve-se evitar tomar empréstimos com valores maiores do que o necessário e procurar sempre as opções de financiamento com as menores taxas de juros.

É recomendável também fazer um planejamento financeiro, estabelecer metas de economia e priorizar o pagamento das dívidas mais urgentes. Ao seguir essas dicas, você pode evitar o endividamento excessivo e manter suas finanças saudáveis.

Dicas para obter financiamentos com melhores taxas de juros:

Para obter as melhores taxas de juros, é importante fazer uma boa pesquisa entre as diferentes instituições financeiras. Além disso, é importante ter uma boa pontuação de crédito e demonstrar estabilidade financeira para negociar taxas mais baixas.

Compare taxas de juros: antes de escolher um financiamento, é importante comparar as taxas de juros oferecidas por diferentes instituições financeiras. Isso pode ser feito pesquisando online ou conversando com consultores financeiros.

Verifique as condições de pagamento: além da taxa de juros, é importante verificar as condições de pagamento, como o prazo de pagamento, a quantidade de parcelas e os encargos adicionais.

Melhore sua pontuação de crédito: quanto melhor for sua pontuação de crédito, mais fácil será obter financiamento com taxas de juros mais baixas.

Escolha o tipo de financiamento adequado: existem diferentes tipos de financiamento, como crédito pessoal, empréstimo consignado, empréstimo para negócios, etc. É importante escolher o tipo de financiamento adequado para suas necessidades.

Em relação aos tipos de financiamento que costumam ter taxas de juros menores, destacam-se:

Crédito consignado: este tipo de financiamento é oferecido a funcionários públicos e aposentados, e tem taxas de juros mais baixas do que outros tipos de financiamento.

Empréstimos com garantia: empréstimos com garantia, como empréstimos com garantia de imóveis ou veículos, também costumam ter taxas de juros mais baixas.

Empréstimo para negócios: alguns tipos de empréstimo para negócios, como empréstimos SBA (Administração de Pequenas Empresas dos EUA), também costumam ter taxas de juros mais baixas.

Lembre-se de que, mesmo que um tipo de financiamento tenha taxas de juros mais baixas, é importante verificar todas as condições de pagamento e escolher o que melhor se adequa a suas necessidades.

Gostou deste texto? Deixe suas dúvidas nos comentários. Não esqueça de compartilhar com seus amigos e familiares, para que eles também possam se informar e tomar decisões financeiras mais conscientes.

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Conteúdo escrito por:
Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC; Especialista em Governança Tributária pela Universidade Positivo. Aprovado em cerca de 10 (dez) concursos de nível médio e 5 (cinco) de nível superior.

Entenda tudo sobre taxas de juros em empréstimos e financiamentos

12 jun. 2024

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