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Mudanças climáticas no verão: a hora de agir é agora

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O verão, uma das estações mais aguardadas do ano, é marcado por dias ensolarados, praia, piscina e muita diversão. No entanto, as crescentes mudanças climáticas no verão têm gerado preocupação e alerta nos últimos anos.

O aumento das temperaturas e a intensificação de eventos climáticos extremos têm se tornado mais evidentes, despertando a necessidade de compreender e lidar com as mudanças climáticas.

Neste texto, vamos explorar como essas mudanças impactam essa estação do ano e os desafios que precisamos enfrentar para garantir um futuro mais sustentável.

Mudanças climáticas no verão: criança com máscara no rosto segurando o desenho do planeta terra.
Jovem ativista feminina. Imagem: gettyimages.

As consequências das mudanças climáticas no verão

Com a chegada do verão, as preocupações com as mudanças climáticas se intensificam. As altas temperaturas, as ondas de calor e os eventos climáticos extremos são cada vez mais comuns e causam impactos significativos na vida humana e no meio ambiente.

De acordo com especialistas, as mudanças climáticas têm contribuído para a intensificação desses fenômenos. O aumento da temperatura global é resultado da emissão de gases de efeito estufa, principalmente pelo uso de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão. Esse aquecimento provoca mudanças no clima, como o aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos, como secas, inundações e tempestades.

Veja também nosso vídeo sobre ecocapitalismo!

No Brasil, a temporada de verão costuma ser marcada por altas temperaturas e chuvas intensas, que causam enchentes e deslizamentos em diversas regiões do país. Além disso, a falta de água e a redução da umidade do ar aumentam os riscos de incêndios florestais, que devastam áreas naturais e colocam em risco a fauna e a flora locais.

Leia mais: O que são mudanças climáticas?

Quais as mudanças climáticas mais preocupantes?

As mudanças climáticas no verão podem aumentar os casos de doenças transmitidas por vetores e enfermidades infecciosas. Na natureza, alguns dos impactos são o aumento da temperatura global do planeta, o derretimento das geleiras polares, tempestades mais intensas e períodos de seca mais frequentes.

De acordo com o C3S (Serviço de Monitorização das Alterações Climáticas do Copernicus — União Europeia) sobre mudanças climáticas, o ano de 2020 empatou com 2016 como o mais quente registrado mundialmente.

Esse dado marca o encerramento de uma década com temperaturas recordes, evidenciando o avanço do aquecimento global e a urgência de reduzir os impactos humanos no planeta. Em relação aos anos pré-industriais, as temperaturas globais aumentaram em média 1,25º C em 2020.

No mesmo ano, ocorreram recordes de temperaturas e o agravamento dos impactos das mudanças climáticas, manifestando-se em enchentes, secas, tempestades, incêndios e pragas de gafanhotos.

O mundo está em rota para um aumento de temperatura de pelo menos 3°C neste século, o que é ainda mais alarmante.

Além disso, as emissões contínuas de gases do efeito estufa podem romper um importante limite de temperatura em pouco mais de uma década.

O que é efeito estufa?

mudanças climáticas no verão: imagem do planeta terra, hipoteticamente, incendiando.
O aquecimento global em todo o mundo está prestes a ser queimado por mãos humanas (imagem 3D). Imagem: gettyimages.

O efeito estufa é um fenômeno natural essencial para manutenção da vida na Terra. No entanto, esse efeito tem se intensificado em virtude da emissão excessiva de gases na atmosfera.

O efeito estufa é um processo que ocorre quando uma parte da radiação solar que atinge a Terra é absorvida e reemitida na forma de calor pelos gases presentes na atmosfera. Esses gases são chamados de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O).

O aumento da concentração desses gases na atmosfera tem causado o aquecimento global, um dos principais problemas ambientais da atualidade, especialmente no contexto das mudanças climáticas no verão.

O que é IPCC?

O IPCC é o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Criado em 1988 pela OMM (Organização Meteorológica Mundial) e pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), ele avalia informações científicas e produz relatórios base para políticas públicas.

O Quinto Relatório de Avaliação (2014) e o Sexto Relatório (2022) do IPCC compilam estudos de cientistas sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas.

Eventos climáticos extremos estão aumentando devido às ações humanas. O Sexto Relatório destaca a perturbação generalizada na natureza, afetando bilhões de pessoas em cidades.

O relatório mostra que ondas de calor, tempestades, secas e inundações prejudicam saúde, a vida e os meios de subsistência, além de infraestrutura. Os impactos variam conforme localidade.

Um estudo do IPCC alerta que muitos efeitos do aquecimento global são “irreversíveis” e que mais de 40% da população é “altamente vulnerável”. Reduzir perdas é possível se limitarmos o aumento de temperatura em 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais.

Em resumo, os dados do IPCC indicam que eventos climáticos extremos estão se tornando mais frequentes e intensos como resultado das mudanças climáticas causadas pela atividade humana.

Como posso contribuir para combater as mudanças climáticas?

Existem diversas maneiras de ajudar a combater as mudanças climáticas. Algumas delas são:

  1. Escolher alimentos de época e produzidos localmente, priorizando uma dieta com mais vegetais e menos produtos de origem animal;
  2. Utilizar sacolas de pano ou caixas de papelão ao fazer compras e comprar somente o necessário e durável;
  3. Optar por meios de transporte alternativos, como bicicleta, transporte público ou compartilhamento de caronas;
  4. Evitar desperdício de água, comida e energia, adotando hábitos conscientes no seu dia a dia;
  5. Fazer uma gestão adequada do lixo, separando materiais recicláveis e orgânicos;
  6. Incentivar governos e autoridades a adotarem medidas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa;

Além disso, é importante buscar mais informações sobre as mudanças climáticas no verão e suas consequências no site do IPCC para se manter atualizado sobre as questões climáticas.

Como enfrentar os desafios das mudanças climáticas no verão

Para enfrentar esses desafios, é fundamental que governos, empresas e sociedade em geral adotem medidas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Isso inclui investir em fontes de energia renováveis, como a solar e a eólica, reduzir o consumo de energia e incentivar práticas sustentáveis, como o uso de transporte público, bicicletas e carros elétricos.

Além disso, é importante que a população esteja preparada para enfrentar os eventos climáticos extremos, por meio de planos de emergência e estratégias de adaptação, como o uso de tecnologias de irrigação, o armazenamento de água e o planejamento urbano que leve em consideração as mudanças climáticas.

Diante dos desafios colocados pelas mudanças climáticas, é fundamental que todos façam a sua parte para reduzir os impactos e garantir um futuro mais sustentável para as próximas gerações.

Veja também: Aquecimento global: o que está em discussão?

Previsão do tempo falhou? Descubra as razões por trás das mudanças climáticas no verão

Onde está o sol? O verão é a estação mais quente do ano, certo? Mas, às vezes, nos deparamos com dias frios e chuvosos, o que pode parecer um pouco confuso. Afinal, o que explica esse fenômeno?

Bom, em primeiro lugar, é importante entender que o clima é resultado de uma série de fatores e pode variar bastante de uma região para outra, mesmo dentro da mesma estação do ano. Além disso, as mudanças climáticas também têm contribuído para a intensificação de eventos extremos, como as ondas de calor e as chuvas intensas.

Mas especificamente falando sobre dias frios e chuvosos em pleno verão, isso pode ser causado por sistemas frontais, que são frentes de ar frio que avançam sobre regiões mais quentes e úmidas, provocando queda na temperatura e aumento da nebulosidade.

Esses sistemas frontais podem ser influenciados por diversos fatores, como a presença de áreas de alta pressão, que bloqueiam o avanço das frentes, ou a intensificação do aquecimento global, que pode alterar o padrão de circulação atmosférica e afetar a distribuição de chuvas e temperaturas.

O importante é lembrar que o clima está em constante mudança e que as ações humanas têm um papel importante nesse processo. Por isso, é fundamental que adotemos práticas mais sustentáveis em nosso dia a dia e cobremos medidas dos governos e empresas para lidar com as consequências das mudanças climáticas.

O que você acha? Está enfrentando o mesmo clima frio e chuvoso em sua região? Compartilhe sua opinião conosco nos comentários abaixo! Queremos ouvir suas experiências e entender melhor essa situação inesperada das mudanças climáticas no verão deste ano.

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Conteúdo escrito por:
Pesquisadora, observadora e contadora de histórias. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Possui MBA Assessoria de Imprensa na Comunicação Digital. Gosta de escrever e de falar sobre jornalismo e mídias digitais! Entusiasta da comunicação, tecnologia, empreendedorismo, economia, história, meio ambiente, arte, design, criatividade e cultura.

Mudanças climáticas no verão: a hora de agir é agora

14 jun. 2024

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