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Folha de papel com gráficos. Conteúdo sobre Datafolha.

Você certamente já deve ter se deparado com alguma pesquisa do Datafolha, não é mesmo? As mais conhecidas costumam ser as pesquisas de intenções de voto e avaliações de governos.

Mas você conhece o instituto por trás dessas pesquisas? Neste texto te apresentemos um pouquinho do Instituto Datafolha.

O que é e como surgiu o Datafolha?

Criado em 1983 como departamento de pesquisas e informática do Grupo Folha da Manhã, o Datafolha teve como objetivo inicial oferecer conteúdo e servir como ferramenta de planejamento para o jornal Folha de S. Paulo, dentre outros veículos e serviços da empresa.

Desde então, as atribuições do departamento cresceram, vindo a se tornar uma empresa independente que se destaca entre os institutos de pesquisa de opinião do Brasil.

Em 1984, quando o instituto de pesquisa foi batizado com seu nome atual, o Datafolha acompanhou a pesquisa sobre a eleição indireta para a Presidência. 

Em 1989, na primeira eleição presidencial direta em mais de duas décadas, o Datafolha também se destaca ao ser o primeiro instituto a anunciar que Lula, e não Leonel Brizola, seria o adversário de Fernando Collor no segundo turno.

Ao alcançar a realização de mil pesquisas na década de 90, o Datafolha se torna oficialmente uma empresa independente, passando a dividir seu foco de atuação entre as pesquisas de opinião e de mídia para o Grupo Folha e terceiros interessados.

Logo nasceria a Top of Mind: pesquisa inédita criada pela empresa, que vai às ruas perguntar aos brasileiros qual marca lhes vem à cabeça quando se pensa em uma gama de produtos e serviços diversos.

O estudo é publicado anualmente pela Folha de S. Paulo e uma premiação é conferida às marcas classificadas como Top no Brasil.

Em 1995, o Datafolha realiza pesquisa inédita sobre preconceito de cor no Brasil, que dá origem ao caderno especial Racismo Cordial. Em 2008, a instituição completa pesquisa sobre a vida dos paulistanos, dando origem ao DNA Paulistano – conjunto de cadernos especiais publicado na Folha de S.Paulo – e também realiza a pesquisa sobre o comportamento dos jovens brasileiros, que resultou no caderno Jovem Brasileiro.

Confira também nosso vídeo no YouTube sobre o resultado das eleições!

Tipos de pesquisas realizadas 

As pesquisas realizadas pelo Datafolha adotam metodologias diversas de acordo com a sua finalidade, a fim de produzir análises e informações precisas sobre temas cruciais para a opinião pública brasileira. Dentre os tipos de pesquisas realizadas, o Datafolha produz:

  • Pesquisas AD HOC: são as pesquisas personalizadas, estruturadas sob medida para atender a necessidades específicas de um cliente. Diferenciam-se por não fazerem parte de um estudo contínuo ou com metodologia pré-estabelecida. Se a pesquisa possuir foco no Mercado, por exemplo, analisará fatores de planejamento e avaliação das ações voltadas ao setor, tais como: estudos de hábitos e atitudes de consumidores; rastreio de categorias de produtos; estudos de imagem de empresas; estudos de marca e seu posicionamento; segmentação de mercado; teste de produto, conceito e embalagem; avaliação da satisfação de clientes etc.
  • Pesquisas de Mídia: visa a captação de anunciantes, orientação de programação e avaliação de eficácia da comunicação de seus produtos. Dentre os fatores a serem analisados estão: medidas de audiência, tais como TV  (aberta e fechada), rádio, revista e internet; lembrança de marca; avaliação de programas e de programação; perfil de audiência; segmentação e mapeamento de audiência; recall de propaganda em mídias exteriores; flagrante para medir eficiência do meio; contagem de fluxo (veículos/pedestres) exposto ao meio etc.
  • Pesquisas de Opinião Pública: aqui o número de entrevistas a ser realizado depende tanto do universo estudado quanto da análise que se pretende fazer dos resultados. Quanto mais detalhes sobre determinado segmento, maior deve ser a amostra. Em pesquisas eleitorais, por exemplo, as amostras nacionais do Datafolha têm entre 2.000 e 2.500 entrevistas, contudo, não há tamanho mínimo ou ideal para uma amostra eleitoral. O mais importante é a sua representatividade, ou seja, como são selecionados os entrevistados, sendo que o Datafolha utiliza cotas proporcionais de sexo e idade de acordo com dados obtidos junto ao IBGE e Tribunal Superior Eleitoral.

Estrutura do Datafolha

O Datafolha tem estrutura própria para realização dos trabalhos de campo, contando com equipes de coordenação regionais nas principais cidades brasileiras – dentre elas, as seguintes capitais:  Rio Branco, Manaus, Belém, São Luís, Fortaleza, Recife, Salvador, Campo Grande, Brasília, Uberlândia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.

As equipes são compostas por entrevistadores, checadores e críticos treinados para os respectivos cargos, a fim de alcançar resultados seguros e sem distorções. 

Todo o material coletado em campo é simultaneamente checado e criticado. Ainda, o Datafolha tem uma área de planejamento amostral completa, responsável pelo levantamento de dados secundários, elaboração, atualização e verificação de informações, o que é indispensável para aferir a precisão dos resultados.

Dentre as formas de abordagem utilizadas para coleta de dados, estão: domiciliar; pontos de fluxo populacional; telefônica convencional; telefônica automatizada (C.A.T.I.); central location; análise estatística; e testes estatísticos para verificar igualdade ou diferença de médias ou proporções para indicação, com segurança, de índices de performance das marcas em estudo.

Por fim, quanto a análise estatística, a empresa adota os seguimentos descritos abaixo:

  • Análise de correspondência (Perceptual Map) – técnica que através de uma representação gráfica, pode-se visualizar a associação entre os objetos de estudo e um conjunto de características descritivas destes objetos.
  • Análise de cluster – para estudos de segmentação de mercado, onde os elementos de um mesmo grupo são mais parecidos possíveis e entre os vários grupos mais diferentes possíveis.
  • Análise fatorial – reduz um grande número de variáveis a um numero menor de dimensões – permite selecionar as variáveis mais importantes, eliminando redundâncias.
  • Construção de números índices – mostra as variações de uma variável ou um grupo delas, correlacionadas ao tempo, localização geográfica, rendimento, profissão, etc.
  • Conjoint analysis – medida de preferência de consumidores em relação a conjunto de características de um determinado produto ou serviço.

É possível encontrar o acervo de pesquisas do Datafolha, desde 2001, clicando aqui. Confirma abaixo 02 vídeos que explicam como o Datafolha estima a quantidade de pessoas em uma manifestação e como é realizado o Ranking de Eficiência dos Municípios – Folha (REM-F).

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REFERÊNCIAS:

Datafolha – Folha UOL

Nexo Jornal

Agnes Kalil

Advogada, especialista em Relações Internacionais e Diplomacia e em Direito Digital. Criadora do blog Descomplica Jurídico (@descomplica.juridico) e colunista no site jornalístico Drops do Cotidiano. Defende que o Direito deve ser de fácil acesso e compreensão de todos.

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