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Você, certamente, já ouviu falar sobre as pesquisas eleitorais, certo? Muita gente tem dúvidas sobre a realização destas pesquisas, já que nunca nem sequer fez parte de alguma. Muitos realmente ficam de fora delas, mas existe uma explicação para isso. Entenda como é feita uma pesquisa eleitoral, sua importância e se são, de fato, confiáveis neste conteúdo!

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QUEM FAZ AS PESQUISAS ELEITORAIS?

Em primeiro lugar, é importante saber que as pesquisas eleitorais não acontecem somente no período das eleições. Periodicamente, são realizados levantamentos sobre a popularidade de candidatosgovernantes. Você já deve ter visto, por exemplo, pesquisas com índices de aprovação ou rejeição daquele politico da sua cidade. E antes das eleições, lembra-se de pesquisas que mostravam quem venceria a eleição para presidente, caso ela acontecesse ainda naquele ano? Pois então, essas são tipos de pesquisa eleitoral.

Elas costumam ser encomendadas por grupos de mídia e são um importante instrumento na cobertura jornalística, antes e durante as eleições. As pesquisas também ajudam os partidos políticos a avaliarem o desempenho das suas campanhas e auxiliam o eleitor a analisar as chances de seu candidato vencer nas eleições.

É claro que no período eleitoral o número de pesquisas aumenta, sendo feitas diariamente em alguns lugares. Com tantas pesquisas, surge uma série de dúvidas sobre sua realização, principalmente sobre elas serem ou não confiáveis. 

Leia também: Fake news nas eleições: como podemos combatê-las?

POR QUE ALGUMAS PESSOAS SÃO ESCOLHIDAS PARA SEREM ENTREVISTADAS?

Diferente de um censo, onde toda uma população é ouvida para que se tenha um resultado 100% representativo, as pesquisas eleitorais são realizadas levando em conta uma amostragem, isto é, um grupo de pessoas que representará toda a população. Estas pessoas são escolhidas de forma aleatória em diversas localidades, em uma espécie de sorteio.

O primeiro passo da pesquisa é definir a quantidade de pessoas que serão ouvidas. Este número é decidido a partir de um cálculo, que leva em conta a margem de erro, que é a variação possível em torno de um resultado, e o nível de confiança, isto é, o número de vezes em que a pesquisa dará um resultado semelhante se for repetida. Fique tranquilo, explicaremos melhor o que são estes conceitos logo abaixo.

SE AS PESQUISAS SÃO REALIZADAS COM APENAS UM GRUPO DE PESSOAS, COMO ELAS REPRESENTAM TODA A POPULAÇÃO?

Funciona da seguinte forma: as pessoas escolhidas para compor este grupo são selecionadas levando em conta características que representam o conjunto de todos os eleitores. Estas características podem ser idadegêneroescolaridadedistribuição de renda, entre muitos outros. A localidade costuma ser um fator muito importante.

Não existe um número exato de pessoas entrevistadas. Geralmente é algo entre 1 mil e 4 mil eleitores. O Datafolha, por exemplo, considera entre 2 mil e 2,5 mil pessoas em suas pesquisas eleitorais. Nas eleições municipais, o número de entrevistados varia de acordo com o tamanho do município.

A amostra, que é o grupo de pessoas entrevistadas, é definida também pelo tipo de eleição que está sendo realizada. Por exemplo, a pesquisa para uma eleição estadual considera vários municípios dentro daquele estado pesquisado, geralmente as cidades escolhidas são as mais populosas. Por sua vez, uma pesquisa para a eleição presidencial seleciona pessoas de vários estados ao longo do território brasileiro. Nas pesquisas para eleições municipais, as pessoas entrevistadas são escolhidas ao longo dos bairros da cidade.

O perfil dos eleitores que responderão à pesquisa é selecionado a partir de um banco de dados. As principais fontes utilizadas para essa coleta são o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Justiça Eleitoral.

PESQUISAS ELEITORAIS SÃO CONFIÁVEIS?

Ainda que as pesquisas sejam feitas com vários critérios, dados confiáveis e a supervisão de um estatístico, as pesquisas eleitorais não se baseiam em valores absolutos, mas sim em estimativas. Além disso, a validade das pesquisas eleitorais depende da opinião pública, que varia constantemente. Por isso os resultados não são exatos, e são acompanhados sempre da chamada margem de erro.

A margem de erro é o índice que determina a estimativa máxima de erro que o resultado de uma pesquisa pode ter. Ela vem sempre acompanhada do nível de confiança, que é o número de vezes que a pesquisa pode ser repetida e o resultado será sempre um valor próximo.

Por exemplo: vamos supor que um candidato apareça com 23% das intenções de voto. Levando em consideração a margem de erro padrão de 2 pontos percentuais, ele terá entre 21% e 25% dos votos. Se repetirmos esta pesquisa, ela deverá apresentar este mesmo resultado em 95% das vezes em que for realizada, já que este é o percentual padrão do nível de confiança.

A margem de erro também determina quantas pessoas deverão ser entrevistadas. Quanto mais se desejar uma pesquisa com um maior nível de confiança e uma menor margem de erro, mais pessoas deverão ser ouvidas.

Portanto, a única forma de uma pesquisa não apresentar margem de erro é através da realização de um censo.

COMO SÃO FEITAS AS PESQUISAS ELEITORAIS?

Além de um questionário mal elaborado, existem alguns outros fatores que afetam a confiabilidade de uma entrevista. Caso você seja abordado por algum entrevistador, preste atenção em alguns princípios que ele precisa cumprir para que a pesquisa seja bem realizada:

1) A pesquisa deve ser domiciliar ou em pontos de fluxo de pessoas

O entrevistador pode ir até sua casa e ver se você e os outros moradores da sua residência estão de acordo com as características da amostragem, ou então abordá-lo em um outro local. As pesquisas não podem ser feitas por telefone, já que os nossos institutos de pesquisa consideram que elas afetam a aleatoriedade. Afinal, boa parte da população não tem telefone fixo, e, dessa forma, muitos brasileiros não teriam a chance de serem entrevistados.

2) O questionário deve ter duas perguntas principais, uma espontânea e uma estimulada

Na primeira, o entrevistador não pode lhe dizer os nomes dos candidatos, a pergunta deve ser algo como “Se as eleições fossem hoje, em quem você votaria?”. Na pergunta estimulada, o entrevistador deve lhe dizer quais os nomes dos candidatos. Ele deve lhe perguntar “Se as eleições fossem hoje e os candidatos fossem estes, em quem você votaria?”.

3) A indicação dos candidatos deve ser em formato circular

A lista com os nomes dos candidatos deve, primeiramente, ser mostrada ao eleitor, nunca lida pelo entrevistador. Os nomes devem ser mostrados em uma disposição circular, semelhante a uma pizza. Isto porque se houver uma sequencia, a decisão do entrevistado pode ser influenciada pelo entrevistador.

Logo após as entrevistas, cerca de 20% do trabalho realizado deve ser checado. Ou seja, os institutos devem contatar, geralmente por telefone, cerca de 20% das pessoas que foram entrevistadas, para que, dessa forma, os dados informados batam com os anotados.

Todas as pesquisas eleitorais devem ser registradas junto à Justiça Eleitoral. No registro, deve ser informado quem é o contratante, quanto foi pago por ela, a metodologia utilizada, o questionário aplicado, critérios de controle de qualidade, margem de erro amostral, entre outras informações. O registro deve ocorrer em até cinco dias antes da divulgação da pesquisa.

E então, conseguiu entender, de fato, como funcionam as pesquisas eleitorais? Já participou de alguma delas? Conte para nós nos comentários! 

Aviso: mande um e-mail para contato@politize.com.br se os anúncios do portal estão te atrapalhando na experiência de educação política. 🙂

Referências:

GaúchaZH

IBGE

Instituto PHD – Como funcionam as pesquisas para prefeito e vereador

Instituto PHD – Qual a diferença entre pesquisa estimulada e pesquisa espontânea

TV Folha – Entenda como o Datafolha faz a pesquisa eleitoral

Última atualização em 18 de setembro de 2018.

1 comentário

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