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Cristianismo: origem, mudanças e suas ramificações

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A cruz: símbolo do Cristianismo. Imagem: Rawpixel/Thinkstock.

O Cristianismo surgiu há mais de dois mil anos, através da figura de Jesus Cristo ou Jesus de Nazaré. A crença cristã descreve Jesus, também chamado de Messias, como Filho de Deus, gerado pelo Espírito Santo (o terceiro na trindade espiritual), em uma virgem de Nazaré chamada Maria, que estava prestes a se casar com um carpinteiro chamado José.

Segundo o Evangelho de Lucas, Jesus nasceu em Belém porque, na época, o imperador Augusto obrigou os súditos a se registrarem no primeiro censo do império, dessa forma todos deveriam retornar à cidade de origem para se alistar. Como a família de José era de Belém, ele precisou voltar levando Maria já grávida.

Veja também: Religiões de matriz africana: quais são e por que sofrem preconceito!

Jesus e o nascimento do cristianismo

Nascido em Belém, Jesus precisou ser levado às pressas para o Egito, após a sentença de morte proferida pelo Rei Herodes a todos os recém-nascidos, pois naquela altura já tinha recebido o anúncio, mesmo que por engano, do nascimento do futuro Rei descrito nas escrituras sagradas.

Ao passar o tempo de perseguição, a Família de Jesus volta para Nazaré, onde se inicia a caminhada do Messias. Aos 12 anos, o jovem menino, após se afastar dos pais, é encontrado no templo pregando. Todos os que o ouviam admiravam-se com a sabedoria do jovem Cristo.

O batismo de Jesus

Quando adulto, Jesus foi batizado no Rio Jordão por João Batista, filho de Isabel, prima de Maria. João Batista ficou conhecido por viver uma vida de sacrifício no deserto, pregando a vinda de Jesus e batizando aqueles que aceitassem as boas novas. A partir do seu batismo, o menino nascido em Belém iniciou sua caminhada como o Salvador, pregando as revelações do Deus-Pai e ministrando milagres.

O que seria fim virou início

Com sua popularidade entre os mais humildes e suas palavras duras contra a religião atuante da época, Jesus passou a incomodar autoridades políticas e religiosas com sua palavra de vida e com seus milagres. As autoridades temiam a popularidade e consequentemente que Cristo tomasse o poder. Já os religiosos o perseguiam pelas verdades incômodas que eram ditas sobre a religião Romana e por ele se intitular Filho de Deus. Por conta desse incômodo e medo, Cristo foi crucificado da forma mais cruel possível, sendo acusado de blasfemar.

O que para todos parecia o fim, até mesmo para os discípulos do Messias, se transformou no começo do Cristianismo. Muitos relataram a ressurreição de Jesus e testemunharam que o viram e conversaram com ele antes dele subir aos céus. Segundo a bíblia, Jesus, ao se reencontrar com seus discípulos, deixou uma ordem: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” Marcos 16:15,16

Após essa ordem, os discípulos de Jesus seguiram a missão dada, independente de perseguições ou dificuldades. Assim surge o Cristianismo, baseado nos ensinamentos de Jesus Cristo. Vamos descobrir um pouco mais sobre essa história? Continue lendo!

Estrutura do Cristianismo

O Cristianismo tem sua base nos ensinamentos pregados por Jesus Cristo. A palavra “Cristo” provém do grego khristós, que significa “ungido”, no hebraico temos a palavra mashîah que significa Messias. O Messias era conhecido pelos judeus como o indicado pelas escrituras sagradas que salvaria o mundo dos seus pecados.

Jesus baseou seus ensinamentos resumindo os 10 mandamentos dados a Moisés em apenas dois, “Amar a Deus sobre tudo e Amar o próximo como a si mesmo”, pois ao cumprir esses dois mandamentos todos os demais seriam cumpridos.

A base das pregações eram amor, arrependimento e justiça. O amor pregado tinha a ver como a forma de tratar os outros colocando-se no seu lugar, não revidando o ódio recebido, e ajudando os necessitados. Já o arrependimento era sobre os caminhos percorridos fora dessas duas leis, das quais a desobediência levaria para longe do Deus altíssimo, e em consequência, mais próximo ao inferno. A justiça diz respeito a cada um receber aquilo que plantou, a lei da semeadura.

Crenças cristãs

Sobretudo, o cristianismo é uma religião monoteísta, que acredita em um só Deus, na verdade um Deus trino (a santíssima trindade: Deus-Pai, Deus-filho e Deus-Espírito Santo). Esse conceito significa três deuses em um só, três seres que simbolizam um só por ter seus objetivos tão unidos ao ponto de se tornarem uma unidade. Neste caso específico sobre a trindade não existe ainda um consenso.

Existe a crença de que haverá uma segunda vinda do Messias, na qual ele vencerá todo mal e julgará a todos, o que difere totalmente do pensamento judeu que acredita que o Cristo ainda virá pela primeira vez, pois para eles Jesus foi apenas mais um profeta.

Os cristãos acreditam no céu e no inferno como o fim da vida terrestre sendo a consequência da obediência ou desobediência, respectivamente, da palavra bíblica. A bíblia é o “guia” dos cristãos, pois no antigo testamento encontra-se toda a história dos antepassados do povo Judeu, intitulado como o povo de Deus, e no novo testamento contém a vida, ensinamentos, milagres de Jesus, além das instruções dada pelos discípulos à igreja primitiva e até mesmo a profecia do fim dos tempos no livro de apocalipse.

O batismo feito por João Batista também é repetido pelos Cristãos como representação do sepultamento da criatura pecadora que desconhecia os caminhos e as palavras do Senhor e o nascimento de uma nova criatura em Cristo. O Batismo também foi uma ordem de Jesus, segundo a bíblia: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mateus 28:19–20).

Os símbolos

Os cristãos naturalmente foram criando símbolos como:

A Cruz: que significa a vitŕoa de Cristo sobre a morte;

O desenho do peixe: utilizado para identificar o Cristão em tempo de perseguição, já que a pregação do evangelho de Cristo foi proibida após a morte de seu representante. Tem em suas iniciais gregas o significado: Jesus Cristo, Deus, Filho, Salvador. O desenho do peixe era praticamente um código de reconhecimento de quem era ou não Cristão.

O Pão e o suco da uva: os elementos foram utilizados na última ceia de Jesus com seus discípulos, representando o corpo (o pão) e o Sangue (a carne) que seriam entregues na cruz como sacrifício para a remissão dos pecados. Hoje, a ceia é repetida pelas religiões cristãs como símbolo de remissão de pecados pelo sangue e fortalecimento através da carne.

A Igreja primitiva

Parte da história da igreja primitiva pode ser vista no livro Atos dos Apóstolos do novo testamento. É sempre bom diferenciar: discípulos são aqueles que estão aprendendo ou ouvem os ensinamentos de Cristo; os apóstolos são aqueles que estão prontos e recebem a missão de disseminar o evangelho de Cristo.

Jesus teve doze discípulos, que largaram tudo e o seguiam sempre, e depois se tornaram apóstolos, eram eles: Simão Pedro, André, Tiago, João, Filipe, Natanael/Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tiago Filho de orfeu, Judas Tadeu, Simão, Judas Iscariotes (o que traiu Jesus e foi substituído por Matias)/Matias.

Na igreja primitiva aparecem outros nomes, um deles muito conhecido foi Saulo de Tarso, um ferrenho perseguidor de Cristãos, que, segundo a bíblia, na entrada da cidade de Damasco ouviu a voz de Jesus que dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” No mesmo instante ficou cego, sua cegueira foi curada após a ministração da cura através de um discípulo de Jesus chamado Ananias.

Após essa experiência sobrenatural, Saulo trocou de nome e se tornou Paulo e passou a ser um discípulo muito importante para a igreja primitiva. Paulo era estudioso das leis judaicas, onde foi instruído desde sua mocidade. Cuidadoso quanto às leis e ordens da mesma, além de soldado Romano. Por esses motivos tinha uma enorme facilidade de pregar para os denominados de “Gentios” (povos não-judeus), tanto que ficou conhecido como o apóstolo dos Gentios.

A perseguição

Devido ao grande crescimento da igreja primitiva, baseada nos ensinamentos de Cristo, onde exaltava Jesus como o único Rei sob todos, fez com que o cristianismo se tornasse uma ameaça ao poder do Império Romano. Os Reis desejavam do seu povo adoração total e obediência, tanto que chegaram ao ponto de queimar, torturar, crucificar e até jogar em arenas de leões famintos aqueles que não se curvassem a eles. Mesmo com toda perseguição sofrida, os cristãos não se curvaram, e mesmo em meio a ameaça de morte, eles ainda professavam sua fé em Cristo fazendo assim com que o evangelho se espalhasse.

A conversão de Constantino

A fé cristã tinha ultrapassado diversos limites, se espalhado por todo o mundo e chegado a classes altas, o que incomodava os imperadores a ponto de intensificar a perseguição a todos os que professavam a fé no ensinamentos de Jesus Cristo, mas isso muda no momento da conversão do imperador romano Constantino.

Constantino subiu ao poder após a morte do imperador Galério, para isso foi necessário uma grande batalha, pois o poder ficou dividido entre Maxêncio que se intitulou imperador; e Constantino, aclamado como imperador pelos soldados. Com a vitória de Constantino veio também sua conversão.

A história relata que Constantino viu no céu uma cruz com a inscrição “In hoc signo vinces” – “Com este sinal vencerás”, ele associou a cruz que viu ao símbolo da fé cristã e com sua conversão acabou com a perseguição aos cristão.

O Edito de Milão

No ano de 313, Constantino publicou o edito de milão que trazia a liberdade tão esperada pelos cristãos:

“Havemos por bem anular por completo todas as restrições contidas em decretos anteriores, acerca dos cristãos – restrições odiosas e indignas de nossa clemência – e de dar total liberdade aos que quiserem praticar a religião cristã”.

Veja também nosso vídeo sobre liberdade religiosa!

Com essa medida, iniciou a unificação do Estado com a igreja cristã. Constantino trouxe para o seio do seu império a igreja primitiva que se tornou a Igreja Católica Romana.

Leia também: Religiosidade como direito: do passado ao presente

A Igreja Católica

Com a institucionalização da fé cristã, por Constantino, surge a igreja católica Romana, e seu crescimento foi muito grande a ponto de ser, em diversos países da Europa, a única religião aceita. E mais do que nunca a igreja e o Estado se viram unificados, a igreja tinha voz ativa entre os monarcas e, na maioria das vezes, mais poderosa do que a voz do próprio Rei.

A igreja católica se tornou uma instituição que ditava as regras morais, éticas e costumeiras de todo um país e chegou ao seu ápice de poder quando passou de perseguida a perseguidora com as inquisições (perseguição àqueles que iam contra as doutrinas católicas, os conhecidos como Hereges). E com toda essa mudança no seio, da que era a maior representante do cristianismo no mundo, surgiram algumas ramificações lideradas por aqueles que discordam da postura da igreja romana.

Veja também nosso vídeo sobre o que é um Estado laico!

Igreja Ortodoxa

A disputa política entre o Império Romano do Ocidente e o do Oriente provocou a primeira grande divisão do cristianismo. Em 1504, o patriarca de Constantinopla, Miguel Cerulário, temendo que sua autoridade fosse considerada menor do que a do Papa, declara-se independente de Roma. Ficaram, por isso, a ser denominados ortodoxos os cristãos da Europa Oriental, que se mantiveram separados da Igreja Católica Romana. As semelhanças entre as duas igrejas se dão em relação aos cultos, entretanto a ortodoxa considera-se a verdadeira igreja de Jesus e não responde a autoridade do Papa, além de possuir uma doutrina diferente, mais reta e mais rígida.

Protestantismo

Ramificação da igreja católica Romana, o protestantismo surgiu através do desejo de Martinho Lutero, monge católico, por uma reforma naquilo que ele acreditava ir contra as escrituras sagradas. Reforma Protestante é o nome dado ao movimento reformista iniciado no século XVI com a divulgação das 95 teses, onde enumerava críticas teológicas as autoridades eclesiásticas e suas práticas, além da desaprovação da cobrança de indulgências pela salvação, na qual Lutero acreditava que seria conquistada mediante a fé.

A intenção de Lutero era que a reforma viesse de cima para baixo, motivada pelo seu alerta, mas ao contrário do que ele previa, sua proposta foi rejeitada e ele perseguido pela instituição, mas uma vez que a reforma foi iniciada, não tinha como voltar atrás. A proporção que a reforma tomou em toda Europa se deu não apenas por aspectos teológicos, mas econômicos e políticos.

Muitos Reis queriam se desvincular do poder do Papa e o povo dos altos tributos cobrados pela igreja. Depois de longo conflito e batalhas, e de ser excomungado da igreja católica, Martinho Lutero conseguiu diminuir consideravelmente o poder institucional católico, e assim iniciar as bases de sua igreja no qual seria a ramificação para diversas outras igrejas conhecidas na atualidade.

Reforma Protestante

O ramo protestante ou evangélico se subdividiu em três ramos: anglicano, luterano e calvinista. Os ramos, por sua vez, constituíram sub-ramos que se tornaram em um grande número de igrejas.

Igreja Luterana

Responsável pela igreja luterana, Martinho Lutero era filósofo, teólogo e sacerdote . A nova doutrina pregada por Lutero afirmava que a Bíblia é a única regra da fé. Foi através da tradução da bíblia feita por Lutero que diversos povos puderam ter acesso à bíblia sem precisar aprender o latim. Existem dois segmentos da igreja luterana: Igreja Evangélica de Confissão Luterana e Igreja Evangélica Luterana do Brasil.

Igreja Calvinista

O calvinismo é uma modificação do luteranismo feita por João Calvino no século XVI. Para Calvino, a Bíblia é a norma da fé e o principal alimento da vida cristã é a oração. Mas ele também pregou a necessidade de obras, pois para Calvino, as boas obras e a riqueza eram sinais da salvação. Um segmento que surgiu do calvinismo: Igreja Presbiteriana.

Igreja Anglicana

O anglicanismo surgiu em 1534 por decisão do rei Henrique VIII, da Inglaterra, após seu pedido ao papa Clemente VII para anulação de seu casamento com Catarina de Aragão. Após ter seu pedido recusado, criou a Igreja Anglicana. O anglicanismo se dividiu em várias igrejas. As que aceitam as normas fixadas por Eduardo VI são chamadas de Igrejas Conformistas. As que negaram as normas são as Não Conformistas, que são: Batista, Metodista, Adventista e Testemunhas de Jeová.

Ramificações das Igrejas protestantes

Editoria de Arte/ Pollyanna Duarte e Christie Queiroz – Fonte: As Religiões no Mundo, de Irineu Wilges. Editora Vozes – Detalhes de pinturas dos seguintes artistas: Raphael Sanzio, Michelângelo, Caravaggio e El Grecco.

Veja mais: Inciso VI: liberdade de consciência e crença

Movimento pentecostal

O pentecostalismo é um movimento do Cristianismo evangélico que dá ênfase especial em uma experiência direta e pessoal de Deus através do Batismo no Espírito Santo. A Igreja Pentecostal dá grande relevo ao Dia de Pentecostes, que é uma das celebrações mais importantes do calendário cristão , e comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo e outros seguidores.

O movimento pentecostal começou em 1906, em Los Angeles, quando William J. Seymour pregou, dando origem ao Avivamento da Rua Azusa e se espalhou principalmente no ocidente, e aqui no Brasil deu origem às seguintes igrejas: Congregação Cristã no Brasil, Assembléia de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular, Congregação Cristã, Igreja Brasil para Cristo, Deus é Amor. Sendo a Assembleia de Deus a mais importante igreja pentecostal no Brasil.

Primeira onda Pentecostal

A primeira onda é representada pelas igrejas : Congregação Cristã no Brasil (1910) e a Assembleia de Deus (1911) fundadas por estrangeiros e tem como característica um ferrenho anti-catolicismo; defende a atualidade do batismo no Espírito Santo com a evidência de falar em línguas; a continuidade dos demais dons espirituais; a crença na volta iminente de Cristo; a necessidade de um comportamento de radical sectarismo e ascetismo de rejeição do mundo exterior.

Assembleia de Deus

A Assembleia de Deus chegou ao Brasil por intermédio dos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, que aportaram em Belém, capital do estado do Pará, em 19 de novembro de 1910, vindos dos Estados Unidos, em poucas décadas, se expandiu por todos os estados do Brasil, tornando-se uma das principais igrejas pentecostais do país, com milhões de adeptos.

Segundo o site institucional:

“Após uma ampla troca de informações, experiências e idéias, Daniel Berg e Gunnar Vingren descobriram que Deus os estava guiando numa mesma direção, isto é: o Senhor desejava enviá-los com a mensagem do Evangelho a terras distantes, mas nenhum dos dois sabia exatamente para onde seriam enviados.”

Segunda onda pentecostal

O movimento de cura divina, proveniente da teologia da prosperidade mudou a concepção pentecostal sobre o sofrimento. Antes este era visto como uma “cruz” que deveria ser levada até trocar por uma coroa na glória. Contudo, o sofrimento passa a ter uma nova perspectiva, a não aceitação.

Igrejas da segunda onda: Igreja do Evangelho Quadrangular (1953), Igreja Pentecostal O Brasil para Cristo (1955), Igreja Pentecostal Deus é Amor (1962), Casa da Bênção (1964), Igreja Cristã Pentecostal da Bíblia do Brasil, Igreja Pentecostal, Unida do Brasil, Ministério Cristo Vive, Igreja Unida, Igreja de Nova Vida.

Suas características: Ênfase no dom de cura divina; na libertação, guarda muitas semelhanças doutrinárias com as igrejas da primeira onda; passa a utilizar métodos e meios de evangelismo diferenciados (rádio, tendas, aluguel de cinemas, teatros e estádios para realização de cruzadas evangelísticas), abrindo o espaço para a terceira onda.

Movimento neopentecostal

O termo neopentecostalismo, ou a expressão Terceira Onda do Pentecostalismo, designam a terceira onda do movimento pentecostal. Suas características são: ênfase na prosperidade e nos rituais de libertação; pregar a cura divina; não há a manifestação dos dons espirituais durante as reuniões, e em alguns casos não aceita alguns dos dons, em especial a profecia; Doutrinariamente essas igrejas estão ligadas a Teologia da Prosperidade e ao movimento da Palavra da Fé.

Igrejas neopentecostais: Igreja Universal do Reino de Deus (1977), Igreja Internacional da Graça de Deus (1980), Comunidade Cristã Paz e Vida (1982), Igreja Cristo Vive (1986), Igreja Renascer em Cristo (1986), Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra (1992), Igreja Mundial do Poder de Deus (1998).

Igreja Universal

No Brasil, o movimento neopentecostal teve início com Edir Macedo e a Igreja Universal do Reino de Deus, no fim dos anos 1970. O movimento foi influenciado pelos religiosos norte-americanos E.W. Kenyon (1867-1948) e Kenneth Hagin (1917-2003), da segunda onda do pentencostalismo, que pregava a cura e a teoria da prosperidade.

Originário de Rio das Flores, interior do Rio de Janeiro, conhecido como Bispo Macedo, começou a pregação do evangelho em um pequeno coreto na zona norte da capital. Em 1977, fundou a Igreja Universal do Reino de Deus. Na década de 80, Macedo promoveu a expansão da Iurd pelo Brasil, chegando a todos os estados do país e mais de 50 países na década seguinte.

Esse crescimento é explicado primeiramente pela comunicação em massa através das mídias, com um fácil entendimento da pregação que acabava alcançando a todos, inclusive aqueles com menos escolaridade, além de trazer a crença de uma resposta através da fé aos desesperados.

A forma de pregar, as palavras positivas “Vença!”, “Você nasceu para conquistar!”, além do ensino em palestra sobre empreendedorismo e a importância bíblica dos dízimos e ofertas para alcançar uma vida abundante, misturado à palavra de salvação e pregação da volta de Cristo foram uma das maiores marcas do neopentecostalismo.

Cristianismo hoje

Hoje, encontra-se além do catolicismo, como a raiz da igreja primitiva, a igreja ortodoxa, as protestantes e as pentecostais e neopentecostais. Apesar de que em tempos recentes diluíram-se, em grande medida, as diferenças entre as igrejas pentecostais e neopentecostais. Dessa forma, conseguimos encontrar claramente as diversas divisões do cristianismo no mundo.

O que achou do nosso passeio histórico pelo Cristianismo? Atravessamos milênios em alguns minutos, você acredita que saber distinguir cada ramificação é algo importante? Deixe sua opinião nos comentários.

Referencias

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5 comentários em “Cristianismo: origem, mudanças e suas ramificações”

  1. Gostei do resumo, parabéns. Algumas datas divergem mas isso é normal, haja visto as variáveis existentes apresentadas pelos pesquisadores.

  2. Ótimo conteúdo. Contudo, o fundador da igreja Adventista não foi Guilherme Muller e ela sequer foi fundada em 1831. Guilherme Muller foi um dos precursores do movimento adventista (que contou com pessoas de diversas denominações, mas ainda sem haver uma igreja organizada com esse nome), que acreditava que Jesus voltaria em 1844. Após o desapontamento pela não vinda de Cristo, parte das pessoas do movimento adventista continuaram se reunindo e estudando as profecias bíblicas. E, somente em 1863, foi fundada a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

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Conteúdo escrito por:
Pernambucana residente na Paraíba, Cientista Política e Estudante de Relações Internacionais. Administradora do Perfil Conservadorismo em foco. Apaixonada pela Política.

Cristianismo: origem, mudanças e suas ramificações

15 jun. 2024

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